Laptop Popular

Um assunto já amplamente comentado no início deste ano voltou à tona novamente hoje, não apenas nos sites de tecnologia especializados, mas também nos veículos de informação mais populares, como o Jornal Nacional, da Rede Globo. Estou falando do desenvolvimento, pelos pesquisadores do MITMassachusetts Institute of Technology —, em conjunto com um consórcio de cinco empresas, formado por AMD, News Corp, Red Hat, BrightStar e Google — de um laptop que terá o custo de apenas US$ 100.

Trata-se de um produto que virá apoiar o programa One Laptop per Child, iniciativa do instituto para melhorar a educação em países de terceiro mundo, dando a cada criança ao redor do planeta a possibilidade de possuir um computador. As primeiras beneficiadas serão as que moram no Brasil, China, Tailândia, Egito e frica do Sul, cursando escolas primárias e de segundo grau. A ambição do projeto é ter produzido, até 2007, nada mais, nada menos do que algo entre 100 e 150 milhões de computadores.

Existem algumas imagens do laptop popular on-line, e seu design parece bastante atraente. Com a parte externa de borracha, teclado e monitor culminam num cilindro que comporta a bateria de cada unidade. Acredito que a maior incógnita ainda seja a configuração do aparelho. Mas ela parece incluir um processador de 500 Mhz, memória de 1Gb, 4 portas USB, além do sistema operacional Linux. A tecnologia usada para o monitor também ainda está em discussão.

Iniciativas como essa me fazem pensar verdadeiramente em inclusão digital. Embora muito se fale nesse assunto, a maioria dos projetos que o governo tenta levar adiante ainda estão no papel. O que me atrai neste caso é o modelo de negócio que Nicholas Negroponte, fundador do Media Lab do MIT, e um dos líderes do projeto, atribui ao One Laptop per Child: Já que o valor de US$ 100 será pago pelos governos dos países, ou por instituições de caridade, a idéia é que versões comerciais do novo laptop popular sejam colocadas à venda, por um valor aproximado de US$ 200. Então, cerca de 10 a 20% deste valor seria revertido para a fabricação de mais laptops para as crianças.

Será que esse modelo funciona? Aposto que será interessante acompanhar o desfecho dessa história toda.

USB TV

Ok. Se alguém resolver me perguntar quais são duas das coisas que considero mais viciantes em minha vida, serei obrigado a citar a Internet como cabeça da lista, seguida de perto pela televisão. Ora, que posso eu fazer se considero a primeira delas uma fonte inesgotável de informações, enquanto que, a segunda, uma fonte — igualmente — inesgotável de entretenimento?

Assisto aos mais diversos programas quando tenho um tempinho livre. Seja em forma de documentários, shows, filmes ou desenhos animados, vivo à procura de conteúdo interessante. A troca constante de canais em busca de algo que valha à pena assistir lembra em tudo minha forma de navegar na web: Site após site, dia após dia, filtrando aquilo que vale à pena ser lido. Se tenho determinados sonhos de consumo para tornar minha navegação na Internet mais agradável, em termos de televisão meus sonhos também existem: Sempre pensei em comprar uma placa de vídeo com sintonizador de TV embutido, desde que vi uma dessas na casa de um amigo, já há algum tempo. Os preços nem são tão caros, mas acabo sempre adiando a compra.

Eu poderia até adiar esta compra para sempre. Isso porquê algo que encontrei por acaso fez com que eu me apaixonasse imediatamente. Trata-se de um produto alemão com interface USB, fabricado pela TerraTec Electronic, chamado Cinergy Hybrid T USB XS. Com o tamanho de um flash disk desses convencionais, que se tornam, aliás, mais populares à cada dia, a diferença entre eles e o produto é que, ao invés de permitir carregar dados em seu interior, este contém o hardware necessário para a captação e decodificação de sinais analógicos e digitais de televisão, detectando os canais locais próximos da sua residência e permitindo que estes sejam não apenas assistidos na tela do computador, mas também gravados diretamente pelo aparelho, sem que seja necessário qualquer hardware adicional.

O padrão digital de televisão captado pelo aparelho é o DVB-T, utilizado internacionalmente em diversos países. Mesmo sabendo que ainda não existe nenhum padrão digital definido para a televisão brasileira e que essa decisão deve demorar pelo menos até o início do ano que vem, fiquei tentado pelo maravilhosos aparelhinho, que vem acompanhado de controle-remoto e antena com base magnética. Seu preço, que convertido para nossa moeda chega a cerca de R$ 550 pode parecer um pouco alto, mas a tentação é grande. Os benefícios extras, como a gravação de programas no padrão MPEG2 e à partir de CD’s ou DVD’s, também parecem convidativos.



Eu sei que pareço até criança que está descrevendo o brinquedo dos sonhos pra seus pais, esperando ganhá-lo no aniversário que se aproxima. Mas olhem de novo e me respondam: Um kit desses não parece mesmo o mais convidativo dos presentes que alguém poderia querer ganhar?

Fala que eu te Indexo

Em um texto interessante, de Charlene Li, que costuma escrever em seu blog a respeito dos mais diversos lançamentos tecnológicos do momento, o foco é um potencial ainda não explorado do Google Talk — programa de instant messaging do Google — e de outros aplicativos que, como ele, fazem uso da tecnologia de voz sobre IP, ou simplesmente, VoIP.

Segundo Charlene, há um grande potencial para a realização de buscas diretamente em arquivos de áudio. Quem usa programas de VoIP para conversar on-line pode querer gravar suas conversas para ouvi-las em algum momento futuro. E ao invés de contarem apenas com o nome do arquivo para orientá-las na localização futura do que gravaram, seria mais simples para essas pessoas usar algum software de reconhecimento de voz para gerar índices que, mais tarde, seriam pesquisáveis por ferramentas como o Google Desktop Search.

Nem o Google, nem qualquer um de seus concorrentes diretos, como o Yahoo ou a Microsoft, jamais fizeram menção — pelo menos até agora — de desenvolver qualquer idéia nesse sentido. Mas se a coisa vier a acontecer futuramente, poderá ser possível não só localizar aquele bate-papo com um parente distante, mas também encontrar mensagens de correio de voz arquivadas num estalar de dedos.

Embora com o lançamento do Google Talk o gigante das buscas esteja apenas alcançando seus concorrentes, pode ser que o Google decida sair na frente nesse sentido. A missão da empresa sempre foi “organizar a informação mundial”, e seus projetos e lançamentos são sempre grandiosos. Tendo as informações de áudio disponíveis em um formato pesquisável, qual seria o próximo passo? As possibilidades podem parecer tanto infinitas quanto assustadoras.

PayPass

Quando saímos às compras aqui em casa, e eu preciso pagar alguma coisa com cartão, minha esposa, talvez por ficar meio ressabiada, sempre me pede pra manter os olhos bem atentos com relação ao paradeiro dele durante a transação. Nesses tempos em que as ameaças virtuais assolam os computadores em forma de scams e toda a sorte de golpes virtuais, nada mais correto do que manter a atenção também no mundo real. Afinal de contas, por mais difícil que seja, você sempre corre o risco de ser vítima de clonagem, ou de qualquer um desses golpes tão divulgados pelas correntes de e-mail por aí afora.

Sempre achei que o melhor mesmo seria que você nem precisasse sacar seu cartão pra fazer uma compra ou pagamento. Algum mecanismo instantâneo para aumentar os níveis de segurança sempre foi uma espécie de sonho secreto meu. Mas isso sempre me pareceu enredo de livro de ficção científica ou de filme de Hollywood. Até que a Mastercard tirou da manga sua mais nova invenção, à qual batizou de PayPass. O novo produto — que começou a ser emitido pelo banco HSBC apenas nos EUA — é, nada mais, nada menos, do que um cartão de crédito equipado com tecnologia RFID, permitindo a seu proprietário realizar transações por meio de ondas de rádio.

A coisa tem tudo pra ser sensacional. Isso porquê a tecnologia permite que as coisas aconteçam sem que seja necessário tirar o cartão do bolso da camisa, ou da carteira. Se o estabelecimento em que você estiver possuir uma antena de radiofreq¼ência que seja compatível com a tecnologia, bastará que você se aproxime do equipamento e pronto. A transação será computada automaticamente, e o valor correspondente, debitado em conta instantaneamente, como num cartão de débito convencional. É a viabilização plena do dinheiro de plástico.

No Brasil a implantação da tecnologia ainda vai depender do interesse dos bancos. Enquanto outros estabelecimentos financeiros americanos já demonstraram interesse na nova tecnologia e lanchonetes, cinemas e diversos outros tipos de comércio já anunciaram abertamente que vão aceitar o novo padrão em seus modelos de negócio, o que me preocupa mesmo é a invencionice dos golpistas. Enquanto ficar de olho em meu cartão durante uma compra pode parecer antiquado, pelo menos por enquanto ainda me parece mais seguro do que estar andando por aí com meu dinheiro no bolso e ser roubado eletronicamente, por alguma antena bisbilhoteira de assaltante hi-tech. Mas minha curiosidade talvez me vença se a coisa chegar por aqui… Vamos ver, não é mesmo?

Netvibes

Uma das disputas mais recentes que se vê na web atualmente diz respeito à personalização de home pages. A idéia é oferecer ao usuário um ponto de partida em seu navegador onde estejam combinadas suas funcionalidades favoritas: A possibilidade de permitir que qualquer um, a partir de um único endereço inicial, consiga visualizar suas últimas mensagens de e-mail, ler as últimas novidades de seus sites favoritos através de feeds Atom ou RSS, ou mesmo descobrir as cotações mais recentes de certas empresas da bolsa de valores, fez com que o Google apostasse em seu portal personalizável, o Google IG, bem como fez com que aquela empresa de Redmond, liderada por Bill Gates, apostasse no portal Start.com. Ambas são, aliás, iniciativas que tendem a se desenvolver muito nos próximos tempos.

Ambos os portais personalizáveis que citei são baseados na tecnologia AJAX (Asynchronous JavaScript and XML), que combina CSS, XML, Javascript e XMLHttpRequest para a criação de verdadeiras aplicações web que, com o advento da Web 2.0, se tornaram a sensação do momento. Aliás, se você ainda não sabe, ou não se deu conta, Web 2.0 é um movimento que visa migrar a web tradicional, formada meramente por um conjunto de sites, para uma nova web, onde aplicações inteiras funcionem a partir dos navegadores comuns, instantaneamente. Seus proponentes originais acreditam, inclusive, que o uso destas aplicações substituirá os programas comuns, como editores de textos e planilhas de cálculo, fazendo com que rodem diretamente pela Internet, transformando o ambiente numa grande rede social.

É justamente na onda da Web 2.0 que surge o mais novo concorrente para as soluções oferecidas pelo Google e pela Microsoft para a personalização de home pages. Lançado há dois dias atrás, o Netvibes é mais um serviço gratuito que promete ao usuário o nível de personalização que ele bem desejar.

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3 meses!

Fazer meus três meses de idade não foi uma coisa nada fácil. Já tinha ouvido falar, desde os tempos em que eu ainda morava na barriga da minha mamãe, num tal de resfriado. Papai e mamãe sempre falaram do resfriado como uma coisa que é muito chata e eu, que sempre ouvi esses comentários, não tinha idéia exatamente do que eles podiam estar querendo dizer com isso…

Infelizmente, para o bebêzinho aqui, tive que passar por isso sozinho… Quando eu menos esperava chegou um resfriadinho chato pra me amolar. Mamãe, que ficou super preocupada comigo, pediu ao papai pra que a gente fosse visitar meu titio Renê. Meu titio Renê é um titio muito legal, que sempre me ajuda quando alguma coisinha está errada comigo. Fomos lá fazer a visitinha pra ele e ele foi logo tranquilizando meus papais.

Ele passou um remedinho pra mim e eu tomei várias vezes, até ir melhorando. Felizmente não levou muito tempo até que eu voltasse a ficar melhorzinho. Se tem alguém por aí que não sabe como é estar resfriado, eu já posso contar a história. E eu garanto que não é divertido — nem um pouquinho — ficar com melequinha no nariz, ou tossindo o tempo inteiro. Não consegui dormir direito, não consegui comer direito. Mas o que me deixou feliz foram duas coisas:

A hora em que o resfriado foi embora e, é claro, o fato de eu ter crescido mais um pouquinho ainda, chegando a praticamente 6,3kg. Eu sou mais eu. E o resfriado, pode ficar pra quem quiser, porquê eu não quero mais não… 🙂

Blog Search

Será que Technorati, PubSub e demais serviços especializados devem começar a se preocupar? É que a mais nova investida do Google é novamente voltada para o mundo dos blogs: A empresa acaba de lançar o Google Blog Search que, como o próprio nome diz, é o passo dado pelo site de busca com o intuito de entrar definitivamente na briga por (mais) este segmento.

É difícil não começar dizendo que a velocidade oferecida na busca é excelente. Afinal de contas, as buscas realizadas pela interface principal do Google sempre apresentaram resultados num piscar de olhos, e não seria diferente com este tipo de busca, em específico. Mas o que o Google Blog Search é capaz de fazer, além de oferecer uma interface exclusiva no padrão Blogger? Assim como no caso do Google Talk, acho que ainda é cedo para obtermos algumas respostas mais detalhadas.

Talvez devido ao recém-lançamento, a busca de posts oferecida conta com registros gravados apenas à partir do mês de junho deste ano. É pouco, por exemplo, para quem estiver buscando informações mais antigas. A busca também pode acabar sendo prejudicada por um motivo muito simples: A maioria dos sites que publica feeds Atom ou RSS — as tecnologias que o Google Blog Search utiliza para retornar seus resultados — disponibiliza apenas resumos dos posts, contendo as primeiras n palavras de cada um deles. Se o conteúdo total dos posts for disponibilizado, no entanto, as possibilidades se tornam mais promissoras e infinitas, pois todo o texto pode ser pesquisado.

Também devido ao lançamento recente, acredito eu, o Google Blog Search não possui recursos mais avançados como a busca por tags, tal como faz o Technorati. Da mesma forma, não é possível buscar por categorias dos posts ou exibir imagens. No entanto, suas opções avançadas permitem filtrar posts por data de publicação, por título do post ou do blog e, ainda, em qualquer um dos 35 idiomas suportados pela ferramenta.

De quebra, também é possível obter os resultados mais recentes das buscas através de feeds no padrão Atom ou RSS. No rodapé dos resultados de cada busca estão links que permitem fazer a escolha entre os 10 ou 100 resultados mais recentes, permitindo sua posterior leitura e acompanhamento em um agregador. Esta última característica que citei me lembra das watchlists do Technorati.

Em resumo, eu acho que embora esteja estreiando num mercado onde Technorati, PubSub e tantos outros já tenham experiência muito maior, pode ser que, com o tempo, o Google se torne a referência também neste segmento. E, assim sendo, é bom que os concorrentes mantenham os olhos sempre abertos.

Empire State?

Pergunte a qualquer criança qual o tipo de impressora mais popular que ela conhece e, certamente, a resposta virá imediatamente: A Jato de Tinta. Para um usuário convencional de impressoras, como eu, que não imprime um grande volume de informações com freq¼ência, está mais do que suficiente. Como não ligo para velocidade, acho que o principal problema dos periféricos deste tipo é que o preço de seus cartuchos é muito alto. É difícil achar um cartucho zero por menos do que, digamos, R$ 50 ou R$ 60. E comprar o bom e velho refil pode vir a se tornar crime, se ações como as da HP, recentemente, processando os revendedores deste tipo de produto, se tornarem mais freq¼entes.

E a coisa não vai mudar, visto que é principalmente da venda de cartuchos — e não da de impressoras —, que as grandes fabricantes tiram sua principal fatia de lucros: Pense em quantos cartuchos você precisa comprar antes que o valor gasto ultrapasse o de uma nova impressora, e veja como eu tenho razão. A tinta, que é uma das substâncias mais antigas que a humanidade conhece e produz, se tornou o ganha-pão das companhias especializadas. Se você fosse abastecer seu carro com tinta para impressoras nos EUA, gastaria, nada mais, nada menos, do que cem mil dólares.

Mas cem mil dólares, embora seja uma montanha de dinheiro, não é nada perto do valor de mercado do mais novo modelo de impressora da IBM, a Infoprint 4100. A Infoprint, lançada recentemente pela Big Blue, é capaz de imprimir grandes volumes de páginas por minuto. E não estou falando de pouca coisa: Uma edição do clássico Guerra e Paz, de Leo Tolstói, pode ser impresso inteiro em menos de um minuto com o equipamento. Também é possível se produzir uma pilha de impressos da altura do Empire State Building num intervalo de míseros quatro minutos.

A velocidade de impressão do lançamento, que é de 330 páginas por minuto, fez meu queixo literalmente cair no chão. No entanto, coitados de pobres mortais como eu: O modelo mais barato da Infoprint 4100 não sai por menos de US$ 500 mil. O preço, na verdade, pode bater na casa dos milhões de dólares. Eu, a princípio, achei que uma impressora com este valor seria produzida apenas como prova-de-conceito. Mas não é assim: Robert Cooper, diretor de produtos de impressão da IBM, disse que o mercado para impressoras deste tipo é formado por empresas de telefonia, bancos e agências governamentais, que, certamente, produzem toneladas de documentos impressos por ano. Só pelo porte dos clientes já se sabe o porquê deste nicho de impressoras de alta velocidade ser um sucesso há anos.

Concepção Virgem

Certos assuntos são bastante complicados de debater. Experimente, numa roda de amigos qualquer, puxar conversa sobre pena de morte, aborto, ou até mesmo, em alguns casos, política. Dificilmente você chegará a um consenso a respeito de qualquer um desses temas. E podemos incluir as pesquisas sobre células-tronco embrionárias no meio desta categoria, sem pestanejar: Isso porquê muita gente é contra pesquisas nessa linha, justamente porquê há diversas controvérsias com relação ao momento exato em que uma vida humana se inicia.

O corpo humano é composto de 216 tipos de tecidos diferentes, e as células-tronco, denominadas pluripotentes, podem se transformar em qualquer um deles. Por enquanto, justamente devido à polêmica, são utilizadas medicinalmente apenas aquelas que se originam de seres humanos adultos, colhidas principalmente na medula óssea, mas também sendo encontradas nos cordões umbilicais. A utilização destas células visa obter sucesso, no futuro, na cura de doenças como a diabetes ou os males de Alzheimer ou Parkinson, por exemplo.

Enquanto as opiniões não chegam a um consenso a respeito das células embrionárias, um grupo de cientistas ingleses parece ter decidido contornar a questão: Eles inventaram um método que permite a criação de embriões humanos sem que haja necessidade de uma fertilização ou de uma clonagem. Os embriões criados a partir deste método, batizado pelos próprios cientistas de “concepção virgem”, têm apenas 50 células, não podendo jamais se desenvolver a ponto de se tornarem seres humanos completos. Os estudiosos à frente da pesquisa acreditam que esta nova técnica, que estimula os óvulos femininos com impulsos elétricos, provocando sua fecundação sem que haja contato com espermatozóides ou qualquer outro material genético, pode abrir caminho para uma nova fonte de células-tronco.

Eu sou completamente a favor das pesquisas com essas células. Se elas podem ajudar a gerar ou reconstituir qualquer tecido do corpo humano, e se isso servir para encerrar ou, pelo menos, amenizar o sofrimento de quem está à mercê de doenças muitas vezes incuráveis, então acho que devem ser deixadas de lado as controvérsias, e investido o tempo e o recurso que for necessário para buscar alívio a quem precisa. Mas acho que, pelo menos por enquanto, essa nova descoberta científica vai servir apenas para jogarmos mais lenha nessa fogueira, que já é grande o suficiente.

Créditos: Por tempo indeterminado ou não?

Eu comentava há pouco com minha esposa que qualquer notícia envolvendo telefonia neste país é praticamente um enredo de telenovela. Sendo assim, como não comentar o capítulo mais recente dessa trama, que aconteceu numa velocidade surpreendente? Antes do feriado, a justiça proibiu as operadoras de celular Claro e TIM de estabelecerem prazos de validade para os cartões de recarga que elas comercializam. Esses cartões têm validade de 90 dias, estabelecida pela Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações brasileira e são usados, como bem se sabe, por milhões de proprietários de aparelhos que funcionam habilitados na modalidade pré-paga.

Logo em seguida, num exemplo perfeito para ilustrar o famoso ditado que diz que alegria de pobre dura pouco, a mesma justiça voltou atrás em sua decisão, cassando a liminar concedida anteriormente. A responsável pela cassação foi a desembargadora federal Selene Maria de Almeida, que considera que prazos de validade para esses cartões não ferem direitos dos consumidores, que têm pleno acesso às informações sobre o produto que estão comprando.

Mas o que mais me surpreendeu foi a opinião do advogado das empresas, Carlos Forbes. Para ele, créditos sem prazo de validade, inseridos em aparelhos pré-pagos, transformariam estes celulares em máquinas de receber chamadas, e não de fazê-las. Esse tipo de situação é o exemplo típico do que eu considero ultrajante. Por mais que as operadoras digam que não podem manter seus sistemas de prestação de serviços ativos sem que seus usuários ofereçam a contra-partida, consumindo créditos, há sempre a velha máxima de que o aparelho é do usuário, e que, sendo assim, ele deve ter o direito de recarregá-lo apenas quando bem entender.

Eu já havia feito essa comparação em posts anteriores, mas vou fazê-la novamente: Para mim, celulares pré-pagos são como o tanque de gasolina do seu carro. Você só gasta gasolina quando anda com o carro e, se ficar sem usá-lo durante 90 dias, ao final deste período ainda poderá se deslocar por onde bem entender, desde que haja, obviamente, combustível suficiente. Você comprou e pagou pela gasolina, portanto pode usufruir como bem entender.

Os créditos dos pré-pagos deveriam ser idênticos. Você compraria um cartão de recarga de qualquer valor e originaria suas chamadas quando bem entendesse. Você teria esse direito, porquê pagou pelo que comprou. E não comprou uma verdura ou legume, perecível. Comprou um serviço, que devia poder usar quando bem entender. É por isso, por exemplo, que discussões como a obrigatoriedade do pagamento da taxa de assinatura dos telefones fixos continuam acontecendo.

As empresas, que, a meu ver, já ganham bastante oferecendo alguns serviços diferenciados, querem alimentar suas próprias contas bancárias. No caso das operadoras de celular, há sempre aqueles que têm conta pós-paga. Com a venda de serviços, ringtones e jogos para celular, movimentam mercados que, por si só, já são igualmente milionários. Mas enquanto não abrirem mão desta validade imposta dos créditos, continuarão sendo as vilãs desta novela sem fim.

O Futuro dos Carros

Você sabia que pesquisas indicam que tonturas e distração são as principais causas de acidente e morte no trânsito, ao redor do mundo? Cientistas britânicos já estão trabalhando para evitar que esses dois problemas façam de um número ainda maior de motoristas suas vítimas, no futuro.

Charles Spence, da Universidade de Oxford, anunciou hoje uma série de pesquisas que visam estimular os sentidos dos condutores, aumentando a segurança no trânsito.

Os chamados “carros do futuro” contarão com artifícios nunca antes usados para evitar acidentes. Embora ainda não haja nenhuma previsão de lançamento, pois são apenas pesquisas científicas por enquanto, algumas idéias podem ser bem úteis:

Essências para acalmar os motoristas e mantê-los acordados estão entre as opções, assim como cintos de segurança que vibram para alertar sobre os limites de velocidade.

Hoje em dia já existem carros que soam alarmes quando o motorista esquece a chave no contato ou seus faróis ligados. Daí é que eu acho que não é nada impossível que essas novidades sejam implantadas bem rapidamente no mercado. Tal como os carros movidos à hidrogênio, em fase final de teste, seriam tecnologias de ponta aliadas para o conforto e segurança dos motoristas.

No caso dos carros movidos à hidrogênio, a idéia é fabricar carros que contem com células de combustível para movimentar motores elétricos. Ao invés de lembrarem uma bateria, essas células, que converterão o hidrogênio armazenado em seu interior, juntamente com o oxigênio do ar diretamente em eletricidade, serão similares a tanques de gás natural — tais como os que já existem e são bem difundidos entre os motoristas brasileiros — e poderão ser implantadas nos mais diversos modelos de automóveis.

Fontes de combustível alternativo são sempre bem-vindas. Acho que com o mundo do jeito que está, sempre é bom arrumar uma forma de se combater os poluentes. E esses carros movidos à hidrogênio, pelo que pude apurar, produzem o mínimo possível de poluição. Ponto para a tecnologia, sem sombra de dúvida.

A Raposa Mais Rápida do Oeste?

Seu Firefox demora a carregar?

Pois um programa recentemente lançado está causando controvérsia entre os usuários de do melhor navegador da paróquia. Trata-se do Firefox Preloader que, como o próprio nome diz, faz com que o Firefox seja carregado já na inicialização do Windows para que, em computadores mais antigos e mais lentos, sua inicialização aconteça de forma mais rápida do que o convencional.

Este é justamente o ponto de discórdia. O tempo médio de abertura do Firefox é de cerca de 3 segundos. Convenhamos que, mesmo em máquinas um pouco mais antigas, não se trata de um tempo longo. Muitas vezes um simples upgrade de memória resolve este tipo de questão. Quem é contra o Firefox Preloader justifica sua posição dizendo que o navegador, embora excelente, consome muita memória enquanto está sendo executado. Carregar um processo na inicialização do Windows, segundo esses usuários, seria o mesmo que tornar esse uso de memória constante, quer o usuário esteja com o navegador aberto, quer não.

Pessoalmente sou obrigado a concordar com este ponto de vista. Uso o navegador com muitas abas abertas, pois me considero um heavy surfer, o que quer dizer que vivo com o Firefox aberto com dezenas de abas ao mesmo tempo. Acho que, embora as mais diversas iniciativas possíveis rodeiem o browser da raposinha, este é um programa que dificilmente vai decolar. Um usuário com computador mais lento, caso opte por não realizar um upgrade em seu equipamento, jamais vai querer um processo adicional na memória da máquina. Afinal, quanto menos processos, mais velocidade.

Aliás, quer liberar a memória usada pelo Firefox da maneira mais simples possível? Experimente, a qualquer minuto, minimizar a janela do navegador e restaurá-la, logo em seguida. Funciona. Basta acompanhar pelo Gerenciador de Tarefas do Windows.



A memória sendo usada pelo navegador no meu computador, por exemplo, como pode-se ver acima, baixou de 53.360kb para míseros 1.416kb. Simples demais.

Eu, no Chat!

Xande no MSNComo uma parte da minha família mora lá na Bahia, vira e mexe minha mamãe se conecta com eles pra bater um papinho via MSN. Hoje, depois que voltei do shopping com meus papais, foi um desses dias em que ela resolveu matar as saudades.

Enquanto mamãe ficava no bate-papo, que aliás papai chama de chat, eu, que não sou bobo nem nada, fui logo ficando no colinho dela. É um dos melhores lugares do mundo pra quem é bebezinho como eu, pois o conforto é incomparável. Enquanto mamãe conversava com meus primos Pricilla e Alef, e com minha titia-coruja Juciara, de quem eu até já falei aqui no meu site, surgiu um pedido deles pra que a mamãe me mostrasse na câmera. Eu fiquei um pouco envergonhado de aparecer assim, de uma hora pra outra. Não tinha passado perfume, nem penteado os meus cabelinhos. Mas sabem como é essa vida de caçula da família, né? Eu tenho que atender ao assédio dos meus fãs!! 🙂

Mamãe resolveu que ia me mostrar on-line. Daí lá fui eu pra frente da webcam que tem aqui em casa. Enquanto o pessoal lá da Bahia se maravilhava comigo, que, modéstia   parte, estou mesmo cada dia mais fofo, papai tirou uma cópia da tela do MSN pra que a gente pudesse registrar o chat. Nessa cópia da tela aparece direitinho um dos momentos em que mamãe estava me segurando na frente da webcam.

No restante do tempo, embora eu ainda não digite muito bem — apenas quando estou aqui, escrevendo esses posts no meu blog —, mostrei pra todo mundo que eu sou um bebê que está conectado na era da Internet. Sou praticamente uma criança digital! Isso porquê eu presto uma atenção enorme quando estou na frente do computador com a mamãe. Já descobri que algumas coisas que têm aqui são chamadas de periféricos.

Tem o teclado, que eu uso pra digitar, tem o mouse, que ajuda a fazer algumas coisas no computador… E tem o monitor, que é a minha parte favorita do computador, porquê lá aparecem várias imagens coloridas que prendem a minha atenção, igual   TV, que eu também adoro assistir quando estou no carrinho ou no colo do meu papai ou da minha mamãe…

Mas voltando ao assunto, adorei o tal do chat. Quero ver se eu repito essa experiência mais vezes, porquê é muito bom poder matar as saudades do pessoal, mesmo sabendo que a gente está um pouquinho longe. Eu, que sou um bebezinho ainda, preciso mostrar pra eles como cresço a cada dia… E cada dia estou com mais saúde e mais lindo. É isso o que importa… Qualquer hora, assim que eu estiver um pouquinho mais crescido, vou até começar a mandar e-mails por aí… Daí ninguém vai segurar esse bebê aqui… Me aguardem!! 🙂


Falando no MSN

Fui no Shopping!

Alexandre no ShoppingFinalmente eu fui ver como era o maior shopping aqui da cidade! Mamãe e papai resolveram me levar pra dar uma volta lá, e eu adorei!! No meu carrinho, acompanhado dos ursinhos que estão na estampa, com os quais eu me divirto muito conversando o tempo todo, fiquei dando voltas pelo lugar todo, enquanto o papai me empurrava e conversava com a mamãe.

A gente tirou algumas fotos pra poder registrar a minha visitinha! Eu fiquei super animado porquê não sabia que no shopping, embora fosse um domingo, que papai e mamãe dizem que é dia de descansar, pudesse ter tanta gente passeando. E o melhor, enquanto eu passeava via que tinha mais um monte de bebezinhos andando por lá também, todos passeando com seus papais igual a mim.

Ah, quando a gente chegou no shopping, meus papais foram comer alguma coisa. Eu não entendo os adultos, sinceramente. Eu, que sou um bebê muito lindo, me sustento apenas com as minhas mamadeirinhas de leite, e,  s vezes, tomo uns cházinhos de erva doce que a mamãe prepara pra mim com muito carinho. Mas eles, ficam comendo um monte de coisas diferentes… Parece coisa de doido! Embora olhando tudo aquilo, todas aquelas cores nos pratos dos dois,  s vezes me dê vontade de experimentar também.

Fiquei até sabendo que existe um tal de Mc Donald’s. Mamãe me diz que só quando eu for mais velho é que eu vou poder comer lá, mas mesmo assim fiquei olhando o lugar, que papai diz que se chama lanchonete. Todo colorido e tal… deve ser interessante. Mas por enquanto, vou vivendo com minhas mamadeirinhas mesmo. E mal posso esperar a hora de voltar a visitar o tal do shopping! Quando eu voltar lá, eu conto pra vocês, tá bom??

Writely

Qualquer pessoa que tenha o mínimo de acesso à internet hoje em dia sabe o que é um blog. Afinal de contas, a invenção de Justin Hall, em 1994, cujo produto mais famoso é sem sombra de dúvida o Blogger, idealizado por Evan Williams e sua equipe, e adquirido pelo Google em 2003, deixou há muito tempo de ser apenas diário de meninos e meninas que queriam contar suas experiências pessoais. Hoje em dia temos diversos blogs que comentam notícias, fazem notícia e têm conotação extremamente profissional. Muita gente continua usando a coisa como passatempo, mas muita gente também tira dinheiro da maneira mais simples de publicar idéias na grande rede de computadores.

Wikis, ao contrário, parecem não ter, ainda, caído na boca do povo. Digo isso porquê encontro muito mais conhecidos meus, atualmente, que não sabem do que se trata um wiki do que pessoas que ainda, por ventura, não sabem o que são blogs. Wiki, caso você ainda não saiba, é um site onde se pode realizar a edição de documentos de maneira colaborativa. Dessa forma, você pode começar a escrever sobre um — ou mais de um — assunto e deixar que seus leitores e colaboradores terminem de fazê-lo, ou até mesmo que complementem a idéia inicial com mais informações.

Eu mesmo tenho um wiki. Surgiu porque, esporadicamente, gosto de colocar ali links e tutoriais sobre o WordPress, sobretudo para ajudar leitores do WordPress Brasil e da nossa lista de discussão. Mas não vou, no entanto, me prolongar a respeito das maravilhas e benefícios de um site coletivo. Pra ver como a idéia pode dar certo, basta acessar o mais bem sucedido projeto de site colaborativo do mundo.

Pessoalmente, a necessidade de ter um wiki em mãos já se mostrou muito real para mim até mesmo durante os períodos do dia em que estou trabalhando. às vezes precisamos de um lugar onde possamos rascunhar documentos. Onde possam ir nascendo protótipos que, revisados pouco a pouco, se tornarão versões definitivas. Eu escrevo uma introdução para um dado projeto. Um colega do trabalho pensa em outra parte do texto e encaixa com o que eu já havia escrito. E vai acontecendo assim, colaborativamente, a criação de um trabalho.

Meu problema maior até agora era que os wikis são, em sua essência, muito simples. E não serão nunca diferentes disso. A linguagem de marcação que eles usam é essencialmente projetada para que qualquer pessoa possa digitar textos inteiros usando apenas palavras entre *asteriscos* para o negrito e entre //barras// para o itálico, só para dar um exemplo da coisa. às vezes faltam, aos wikis, uma sofisticação um pouco maior. Um editor WYSIWYG, por exemplo. A capacidade de classificar os documentos e de deixar seu acesso, normalmente público, restrito a algumas pessoas, pelo menos durante a fase de edição. Entre outras coisas mais. Parecia que sofisticações como essas não iam surgir nunca.

Mas surgiram. E com um nome bem definido: Trata-se do Writely.

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Banhos de Sol

Capa Banho de Sol

Uma das coisas que eu tenho feito recentemente pra me distrair é tomar banhos de sol. Nada muito exagerado, afinal de contas, mesmo sendo um bebê, eu preciso me cuidar, e o sol não é brincadeira. De qualquer forma, dependendo do momento a coisa chega a ser tão divertida que eu chego a gargalhar. Eu estou gostando cada dia mais dos banhos de sol.

Aliás, quem me leva pra tomar banho de sol é a mamãe. Ela me coloca todos os dias, pela manhã, na sacada do apartamento da gente. Quando eu ficar maior, ela disse que vai passear comigo aqui pelo condomínio onde a gente mora, também, pra aproveitar melhor o sol. Mas só esses banhos que eu já tomo são muito legais, principalmente porquê minha mãe sabe um monte de brincadeirinhas que eu, como um bebêzinho, acho muito divertidas. Ela faz um monte de sons gozados com a boca dela, conversa comigo o tempo inteirinho — me fazendo dar risada   toa — e já me ensinou a pelo menos tentar mostrar a língua.

Dia desses meu papai estava comigo em um dos meus banhos de sol, que aconteceu no final de semana, quando eu resolvi colocar em prática o que a mamãe tinha me ensinado. Quando ele menos esperava, eu mostrei a língua pra ele. Foi muito divertido, a gente deu risada, os três juntos. Mamãe, papai e eu. Ainda bem que o papai bateu uma foto pra deixar tudo, tudo registrado.