Discórdia Adesiva

Por mais que incomodem um grupo distinto de usuários, eles estão por toda parte, e já há um bom tempo. Para os fabricantes de computadores, equipamentos e componentes, acabam agindo como uma espécie de propaganda barata de seus produtos. A maior montadora e revendedora de computadores do mundo, a Dell, fundada em 1984, chegou até a pagar pela licença de colar em seus computadores alguns deles. Estou falando de adesivos. Os adesivos podem ter as mais diversas mensagens, e têm inscrições que variam desde o famoso Intel Inside, até Projetado para uso no Windows XP. O fato é que eu, particularmente, nunca me incomodei com eles. Há até um adesivo desses no meu gabinete, que diz Powered by Asus.

Quem reclama, o faz por razões que considera óbvias. Os adesivos perdem a cor com o tempo, racham, descolam e — nesse caso, quando acontece — deixam uma marca grudenta que precisa muitas vezes ser removida com solvente. Um contratempo que deixa muita gente furiosa. Mas a própria Dell também tem seus motivos para reclamar, e eles não têm nada a ver com remover resíduos de cola de gabinetes e periféricos.

A empresa, que leva o nome de seu fundador, Michael Dell, é dona de um tempo de montagem de equipamentos que impressiona o mais desinteressado dos mortais. A montagem de um computador, de seu início ao final, chega a levar apenas quatro minutos. Tempo suficiente para que, de acordo com a empresa, a colagem de adesivos que contêm propagandas dos fabricantes e hologramas de segurança, o que leva apenas 30 segundos, se torne um gargalo de produção.

Por isso eles estão cansados dos adesivos. E devem tentar de tudo para removê-los de seus produtos, produzindo mais equipamentos em menos tempo. A notícia que li dá conta de que as discussões para que isso aconteça já estão acontecendo. Quanto essa medida vai garantir a continuidade do crescimento dos lucros da empresa — que apresentaram queda recente, espantando especialistas da Wall Street —, não se sabe. Mas acredito que, se eles condenam os adesivos, devem saber do que estão falando. Há 21 anos seu modelo é um sucesso, e acho que a coisa tem tudo pra continuar assim.

É o fim dos cinemas?

Você vai a um supermercado ou loja de conveniência e encontra lá, cercado de materiais promocionais, o último filme do seu ator favorito à venda. Acontece que o filme ainda não saiu de cartaz nos cinemas da sua cidade. Impraticável? Talvez nem tanto, se pensarmos no nível de exigência dos consumidores atuais, que sabem que, com a tecnologia disponível, não precisam necessariamente ir a uma sala de cinema para assistirem a um filme. Mas a idéia, levantada esta semana pelo CEO da Walt Disney Company, Robert Iger, incomoda muita gente, principalmente os donos de cinemas e cadeias de teatros multiplex.

Esses empresários têm medo de que, caso Hollywood leve adiante sua idéia de distribuir DVD’s simultaneamente à exibição de um filme nos cinemas, o público comece a escassear. Isso já vem acontecendo, aliás, segundo li, desde 2000 nos EUA, onde as estréias em cinema e em vídeo dos lançamentos estão acontecendo a intervalos cada vez menores. Não é difícil de se entender que, para um dono de cinema, quanto mais tempo um filme ficar em cartaz, maior será seu faturamento. E se o adiamento de um lançamento em vídeo puder ser adiado, tanto melhor para o movimento da sala de cinema.

Mas um CD pode ser comprado imediatamente após alguém ter ouvido uma de suas músicas na rádio. E um jogo de computador, da mesma forma, está disponível nas prateleiras das lojas assim que é anunciado. Os consumidores, segundo a reportagem, querem a mesma coisa em relação aos filmes. E procuram meios alternativos de obtê-los, sejam eles lícitos, como a exibição de um DVD em home theathers no conforto de seus lares, sejam ilícitos, como a obtenção de arquivos em redes de P2P. O que Hollywood deve tentar fazer é adaptar-se à essa realidade, colocando seus produtos a venda o mais rápido possível, enquanto investem os milhões em publicidade no cinemas diretamente na venda de DVD’s. E lançando os filmes mais rápido, tentam inibir a pirataria, ao mesmo tempo.

Os cinemas? No meu entender, não perderão nunca 100% do público. Mas devem se manter atentos: Se continuarem a praticar os preços abusivos que praticam, sem que inovem em qualquer sentido, a tendência será mesmo a de serem trocados por DVD’s em frente à TV da sala, regados à pipoca. Mas isso depende apenas deles, e só o tempo dirá o que acontecerá.

Antes que eu me esqueça…



Outro dia mesmo estava falando sobre o referendo do próximo mês de outubro e, inevitavelmente, citei algo relacionado a democracia. A mesma democracia brasileira de sempre me escolheu (como se esse fosse mesmo um grande sorteio ou concurso, em que você ou eu esperássemos ansiosamente para sermos contemplados) para trabalhos como mesário durante a realização da consulta popular. Isso porquê, como se pode reparar, minha participação será de extrema importância para a lisura e transparência do processo eleitoral.

O processo eleitoral atual é falho. Já falei nisso antes, e já falei porquê acho isso. Acho que democracia é escolha, por livre e espontânea vontade, por livre arbítrio. Não se trata de obrigação. Vota quem quer, e assim, vota mais consciente. É um referendo? Escolhe quem quer escolher. Não deveria haver necessidade de avisos como o do último parágrafo de minha convocação — à qual fui obrigado a atender, sob penas legais, caso não o fizesse —, que diz que “o serviço eleitoral é obrigatório”. Quem não sabe disso? E quem não gostaria de mudar isso?

Me lembrei do diálogo com a moça do cartório, no dia em que fui buscar minha convocação oficial, onde ficam data e hora do comparecimento, treinamentos, etc. Ela me disse, embaraçada, que não sabia o porquê do governo estar promovendo essa consulta com relação ao desarmamento. Ela sabia — tanto quanto eu, aliás — que, independente da opinião vencedora, quem quiser continuar a ter armas em casa o fará. Por bem ou por mal. De um jeito ou de outro. E eu não tiro, assim como imagino que vocês também não, a razão dela.

Quem quiser ter arma vai continuar tendo. Isso torna o referendo falho. A democracia falha. Uma piada de mau gosto com o direito de escolha do cidadão brasileiro. Digo e repito: É hora do fim do serviço eleitoral obrigatório. Hora de serviço eleitoral remunerado e de voto facultativo. Até quando esperar?

Xô, Pop-ups!

Uma das razões mais citadas pelas pessoas quando estão convencendo alguém a mudar para o Firefox é a sua incrível capacidade de bloquear janelas pop-up. Sem que seja necessário usar qualquer barra de ferramentas adicional, esta é uma funcionalidade que vem acoplada ao browser da raposinha diretamente de fábrica. Excelente, não?

Eu também acho. Mas de uns tempos pra cá, andei reparando que alguns sites insistentemente conseguem fazer as janelinhas indesejáveis brotarem na minha tela. Fiquei descontente com isso, mas procurei ignorar os ocorridos. Até hoje. Isso porquê descobri que os tais pop-ups são gerados por scripts Flash posicionados em determinados sites. E finalmente acabei encontrando uma forma, ainda que inesperadamente, de me livrar da inconveniência.

Se você também quer se ver livre dessas janelinhas, faça como eu:

  1. Digite about:config na barra de endereços do Firefox;
  2. Clique o botão direito do mouse na página, selecione Novo e
    Inteiro;
  3. Dê o nome privacy.popups.disable_from_plugins ao novo valor;
  4. Configure o valor para 2.

Isso deve funcionar. As opções, caso queira alterá-las mais tarde, são:

  • 0: Permitir todos os pop-ups de plugins
  • 1: Permitir pop-ups, mas apenas de dom.popup_maximum.
  • 2: Bloquear pop-ups de plugins.
  • 3: Bloquear pop-ups de plugins, mesmo em sites de sua whitelist.

GTalk!

Houve poucas vezes, desde que eu me lembro de ter adentrado o mundo da Internet, em que eu efetivamente me senti tão ansioso quanto de ontem, terça-feira, pra hoje. É que toda a boataria, depois confirmada, a respeito do lançamento do programa de instant messaging do Google, o Google Talk, mesmo que não tire o sono de muita gente, tira o de aficcionados por novidades e novas tendências, como eu, e muitas das pessoas que acompanham este humilde blog.

Acordei tarde. Essa é a verdade. Quando vim dar uma olhada nas últimas novidades, ele já estava lá. Já havia sido lançado! Primeiro, já na noite de ontem, ele vazou sem querer, conforme informações do Rodrigo. Algumas pessoas que provavelmente estavam de plantão aproveitaram a brecha e foram as primeiras a colocar as mãos no mais novo filho do Google. Depois, já na manhã de hoje, o messenger mais aguardado do mundo finalmente mostrou sua cara oficialmente ao público.

Vou tentar escrever um breve review sobre o programa, cujos testes me foram possíveis realizar graças à ajuda de meu grande amigo Marcelo Glacial, o primeiro entre todos os geeks de plantão com quem eu topei, já utilizando o Google Talk. Acho que ele inclusive deve ter passado a noite em claro, mas esse é assunto pra outro post… Vocês gostariam de me acompanhar?

Continuar lendo

Google IM?

O Google pode estar nos reservando uma bela surpresa. Um artigo publicado no The New York Times informa que a empresa está para lançar, ainda esta semana — e mais especificamente amanhã — uma ferramenta de comunicação. Embora pudesse ser um concorrente à altura para o Skype, serviço de telefonia por IP que se populariza mais a cada dia que passa, eu aposto minhas fichas no palpite da maioria da comunidade da Internet: Vem um Google instant messenger por aí.

E nem é preciso muita especulação, aliás. O novo software já tem até nome certo: Irá se chamar Google Talk, de acordo com algumas pessoas que já tiveram acesso ao serviço e às suas funcionalidades. O Google está querendo aumentar seu leque de opções para que os usuários não pensem nele apenas como um site de busca. Já têm um serviço de e-mail fantástico, oferecem a seus usuários a possibilidade de ter em mãos o melhor atlas do mundo e já haviam lançado, essa semana mesmo, uma atualização para seu Google Desktop Search que conta com um novo recurso batizado de sidebar, um grande curinga que veio para centralizar, fora dos navegadores web, a leitura de e-mail, notícias, a previsão do tempo, a visualização de fotos, a obtenção de cotações da bolsa de valores, um agregador RSS e mais uma série de funcionalidades obtidas através de plugins.

O Google Talk — se ele realmente vier — pode possuir uma série de características marcantes. Conversas por áudio e vídeo estão apenas no topo da lista de funcionalidades possíveis. O programa pode avisar quando uma nova mensagem do GMail chegar. E pode ser que ele integre sua conta do Orkut, obtendo dali sua uma de amigos e transformando-os em seus contatos. Também é possível que, de alguma forma, o Google Talk se integre a weblogs, permitindo, pelo menos inicialmente, que se possa publicar posts no Blogger diretamente através de sua interface. Todas as novas funcionalidades contidas no sidebar, igualmente, podem ser mescladas ao novo programa.

Infelizmente não dá pra se saber ao certo, sem que esperemos pelo anúncio oficial, se ele for mesmo acontecer essa semana. De qualquer forma, a meu ver, o Google já demorou demais pra lançar um instant messenger. Seus principais concorrentes, a America On-line, o Yahoo e a Microsoft já possuem essa funcionalidade disponível para seus usuários há tempos. O MSN, aliás, tem tantos adeptos que chega a ser considerado por alguns uma espécie de praga virtual que, com sua força, arrebanha usuários dos demais programas de mensagem instantânea disponíveis, não importa o quanto as novidades pipoquem nos concorrentes.

Se o Google Talk realmente vier, na minha opinião já chegará com a missão de desbancar o MSN. E essa é uma tarefa árdua. Como convencer milhões de usuários a migrarem de ferramenta? Profissionais e famílias ao redor do mundo já se acostumaram com certos padrões. É algo difícil, muito complicado. Mas estamos falando do Google. E, vindo deles, acredito eu, tudo é possível. Minhas mãos — ainda que pelo fato de eu ser um geek assumido — estão coçando por uma cópia do Google Talk mais do que quando uma criança espera ansiosa, na véspera do Natal, para abrir seu presente. Nesse caso, só espero encontrar a bicicleta reluzente que eu pedi, e não um par de meias qualquer.

Help Wikipedia

Não importa há quanto tempo você navega na Internet. É improvável que você nunca tenha ouvido falar da Wikipedia. Trata-se de um excelente projeto, através do qual está sendo construída uma das maiores — senão a maior — fonte de referência e consulta on-line de todo o mundo, em diversos idiomas. Em resumo, se você ainda não sabe do que se trata, imagine uma enciclopédia sem limite de tamanho, sendo editada diariamente por pessoas do mundo inteiro, em diversos idiomas. Estudantes, acadêmicos, cientistas, você e eu. Todos podemos ser editores dessa enciclopédia.

A Wikimedia, fundação que mantém o serviço funcionando, está precisando de ajuda. Além da Wikipedia, que recebe mais de 800 milhões de visitas por dia, sendo um dos 50 sites mais visitados do mundo, eles também são responsáveis pela hospedagem de diversas outras iniciativas: Há o Wiktionary, um dicionário multi-idiomas, o Wikibooks, uma coleção de livros gratuitos editados na própria rede mundial, o Wikiquote, uma coletânea de citações de personalidades famosas, entre outras. Tudo isso é louvável, mas requer espaço em disco para ser possível.

Jimmy Wales, porta-voz da instituição, menciona o que todos nós já desconfiávamos. O problema mais crítico atualmente é justamente a necessidade de se adicionar, frequentemente, mais servidores aos já existentes para que tudo funcione initerruptamente. Os usuários do serviço editam, criam e revisam, mas precisam justamente de espaço disponível para isso. Além disso, mudanças no software que é responsável por servir o conteúdo, e até mesmo coisas banais, como despesas de escritório, precisam ser cobertas da mesma forma.

Os mantenedores do serviço querem arrecadar um total de US$ 200.000,00 e estão angariando fundos até o próximo dia 9 de setembro. O que me deixa chateado é que, apesar de querer muito doar, pois eu mais do que ninguém que conheço vivo realizando consultas à Wikipedia, nem o Paypal, nem o MoneyBookers aceitam contribuições em reais. No entanto, se você tiver disponibilidade de fazer uma doação em dólares, lembre-se de fazê-lo. Assim garantiremos que todos os serviços oferecidos pela Wikimedia continuem a ser executados como são atualmente: Sem propagandas e sem que sejam cobradas taxas pela visualização de conteúdo.

Minha tia Coruja


Pensando na tia Ju

Como minha titia Ju ficou com ciúmes por eu não ter ainda me lembrado dela aqui na minha página, resolvi escrever um pouquinho sobre ela. Ela é irmã da minha mamãe, e como eu ainda não consegui conhecê-la pessoalmente, só quero que ela saiba que eu estou sempre com o pensamento nela, e que ela mora dentro do meu coraçãozinho de bebê.

Titia, estou com muita vontade de te conhecer pessoalmente, viu? Espero que logo logo a gente possa se ver. Apesar da distância em que nós estamos, eu sei que você é a minha titia mais coruja, e eu te amo muito, viu?

Coleção de Sorrisos

Uma das coisas que eu venho repetindo aqui é que papai e mamãe têm dificuldade em flagrar momentos meus em que eu esteja sorrindo. Essa semana, no entanto, acho que eles estiveram fazendo plantão, e conseguiram vários desses momentos meus.

Tanto é que, além de sorrisos, eles conseguiram captar diversas expressões do meu rostinho. Cá pra nós, não sendo nem um pouquinho modesto, eu diria que todas essas minhas expressõezinhas ficaram uma beleza! Eu sou mesmo um nenénzinho muito lindo, como diria a minha mamãe. Papai, logo depois de reunir 25 dessas fotos minhas, criou pra mim um mosaico. Esse mosaico está aqui do ladinho pra que vocês possam dar uma conferida… Agora parem e pensem: Quantos bebês por aí vocês conhecem que tenham o seu próprio mosaico pra mostrar pra todo mundo? Eu tenho mesmo muita, muita sorte…

Casamento Perfeito

Revelação de fotos digitais. Download de música digital e ringtones para celular por preços acessíveis. Uma avalanche de serviços digitais e o envolvimento até no setor de imóveis em parceria com a Cyrela parecem justificar o investimento de 1,8 milhão de reais em atualização tecnológica no primeiro trimestre do ano, período no qual a Americanas.com teve faturamento bruto de 150,7 milhões de reais, crescimento de 106,4% frente a 2004. As Lojas Americanas, a mesma empresa tradicional aqui em São José dos Campos, onde me lembro de passar minha infância toda comprando roupas, CD’s e, principalmente, balas e chocolates dos mais diversos, parecem estar ficando cada vez mais distantes de seu braço na Internet, que agora anunciou sua mais nova investida no mercado.

A transferência de minhas lembranças de criança para o mundo virtual, no entanto, se deu bem. Eu sempre considero comprar uma ou outra coisa on-line, no site. A aquisição da TV Sky Shop, que é proprietária do canal de TV por assinatura Shoptime, que conta também com um site por US$ 126,7 milhões, parece uma decisão acertada do grupo. E eu a considero uma espécie de casamento perfeito.

Com o anúncio feito oficialmente ontem, as Americanas.com dizem que querem se aproximar mais dos seus clientes, aumentando a atuação que possuem junto a eles através de um canal de TV que fornecerá serviços de home shopping, catálogo e comércio eletrônico. Não tenho acesso ao canal Shoptime, mas já tive no passado, quando assinava a Sky. Desde aquela época os apresentadores do canal e a maneira como os produtos são vendidos sempre me inspiraram confiança. As próprias Lojas Americanas, talvez pelo fato de estarem presentes em minha vida desde que eu era criança, também.

A operação das novas aquisições pelas Americanas.com só deve começar a partir do primeiro dia de setembro. Apesar do anúncio de que as duas marcas serão mantidas intactas, até imagino um futuro mais além, onde teremos, ao invés de Shoptime, uma Lojas Americanas TV. Não sou nenhum fanático por compras, mas me dá até vontade de ter acesso ao canal novamente…

Em defesa dos blogueiros

Parece uma coincidência para mim o fato de escrever sobre isso logo depois de ter gravado um programa de podcast sobre blogs e sua popularidade, onde, aliás, falei rapidamente sobre os serviços do Technorati e seu auxílio na obtenção de informações sobre a popularidade dos blogs na Internet. “Quanto maior a quantidade de links que um blog possui em outros sites, maior sua popularidade”, eu me lembro de dizer por lá.

Não se deve esquecer, no entanto, que é essa mesma popularidade, perseguida por tantos, que pode exercer o papel de uma faca de dois gumes, perigosa e cortante para quem não estiver atento ao que escreve, às opiniões e assuntos que defende, nesse mundo em que qualquer um pode se tornar, do dia para a noite, um editor de conteúdo. Todo mundo, com o advento dos blogs, passa a exercer seu lado jornalista.

A verdade é que, qualquer pessoa, quando começa a levar seu blog mais a sério, precisa passar a se preocupar mais com as fontes das informações que publica, mesmo que sejam pequenas notas resumindo notícias ou acontecimentos reportados em outros veículos de comunicação on-line, sejam eles outros blogs ou grandes veículos de comunicação mais tradicionais com presença na web. Se alguém que é responsável por um blog, seja ele pessoal ou profissional, não toma certos cuidados antes de publicar alguma coisa, a chance dessa pessoa de se ver às voltas com problemas aumenta consideravelmente.

Um post recente publicado pelo Marmota em seu blog já discutia o que muita gente eventualmente tem em mente: A credibilidade das informações que são encontradas nos sites da Internet. Vivemos num mundo onde a correria, a pressa na divulgação de novos fatos e eventos à frente dos concorrentes, muitas vezes penaliza não os jornalistas — e blogueiros —, mas sim os leitores, que, confiando — muitas vezes cegamente — naquilo que lêem, acabam sendo alimentados inadequadamente com uma enxurrada de informações imprecisas, incompletas, incertas e mal verificadas (ou completamente não verificadas). O volume de informações que a mídia nos lança atualmente pela internet e a facilidade com que se pode criar um blog — a Folha publicou recentemente que cria-se, hoje, no mundo, um blog por segundo — podem acabar prejudicando o mais inocente dos editores de conteúdo que, quando começa um site em formato de diário noticioso, está repleto de boas intenções.

Uma notícia não verificada pode acabar gerando um post difamatório ou calunioso. Escrever sobre uma pessoa, empresa, órgão governamental ou produto, só para dar alguns exemplos, sem ter certeza absoluta do que se está falando, seja em um post do seu blog, seja num simples comentário tecido em outro site na Internet da forma mais desproposital possível, pode fazer com que alguém se veja envolvido em um processo judicial. Processos sobre calúnia, difamação ou infração de utilização de uma marca ou produto em blogs não são exclusividade dos americanos. Alguns blogueiros brasileiros que têm maior popularidade também já vivenciaram problemas com episódios legais.

Como o que foi dito ou escrito não precisa tê-lo sido feito pelo autor do weblog, podendo, por exemplo, ser fruto do comentário inocente de um visitante do site, basta que a pessoa, órgão governamental ou empresa se sinta com seus direitos abalados, feridos ou infringidos, para que, acionados os advogados, apareçam séries e séries de confrontos legais.

Para ajudar os blogueiros Internet afora, a Electronic Frontier Foundation, órgão conhecido pela sua defesa dos direitos civis envolvendo as tecnologias mais recentes, inclusive a Internet, publicou esta semana um guia jurídico para a publicação de conteúdo em blogs, conforme verifiquei através de notícia publicada pelo site WebInsider. O guia é um conglomerado de informações que podem ser usadas pelos blogueiros americanos — e também pelos brasileiros, já que muita coisa nele se aplica por aqui também — para que se realize, antes da publicação de cada post ou comentário, um check-list sobre o que vai ser publicado.

O que estou publicando difama alguém? Fere sua privacidade? Fere algum tipo de propriedade intelectual? Ofende alguém por se tratar de conteúdo sexual? Essas são apenas algumas das dúvidas cobertas pelo guia para que alguém que deseja fazer uso de seu blog de uma forma séria e compromissada possa realizar suas consultas. Na maioria das vezes, eu acredito, não se tem a intenção de ferir qualquer direito legal, seja ele voltado à indivíduos ou organizações. Pode ser que a maioria dos blogueiros, pela natureza dos sites que mantêm — meros diários pessoais — nem se sintam na obrigação de levar o conteúdo do guia em consideração. Mas convenhamos. Como não se pode confiar 100% no que encontramos na Internet, não custa nada dar uma olhada e se precaver de qualquer problema futuro, mantendo com seus leitores o que deveria ser levado em consideração no topo da lista quando o assunto é popularidade: Manter a credibilidade e a confiança acima de todas as outras coisas.

The Back-up Brain Podcast #001

E não é que veio outro episódio? Neste eu comento um pouco sobre popularidade dos blogs, a audiência deles e o que pode vir a acontecer com o Technorati, um dos serviços mais populares do mundo dos blogs.

A duração total do show é de 12 min 35 seg. Espero que gostem! Como antes, aguardo os comentários e os feedbacks vindos de vocês.

[audio:http://danielsantos.org/podcasts/backupcast001.mp3]

O Blogger invade o Word

Não são apenas as aplicações independentes para a publicação de weblogs, como o WordPress, que surgem, a cada instante, com novidades. O bom e velho Blogger também é capaz de surpreender. Essa semana, como seu mais novo lançamento, a equipe de desenvolvimento do site apresentou ao mundo um plug-in chamado Blogger for Word.

A finalidade do plugin, na verdade implementado, através de seu programa de instalação, como um suplemento do Microsoft Word, é permitir que qualquer pessoa que possua o editor de textos da Microsoft instalado em seu computador, bem como uma conta no Blogger, possa editar e publicar seus pensamentos através da ferramenta, diretamente. A única restrição é que a versão do Word deve ser pelo menos a 2000, rodando, pelo menos, no Windows 2000.

Ao ser instalado, o suplemento exibe uma nova barra de ferramentas no programa. Existem ali, a partir de então, alguns botões que permitem que sejam produzidos, enviados e editados todos os posts de uma conta no Blogger.

Acho extremamente interessante que o Blogger disponibilize uma funcionalidade deste tipo. Acredito que isso irá aumentar o alcance da publicação de posts, bem como tornará a sua confeção muito mais fácil, sobretudo para uma massa de pessoas acostumadas a usar o Word diariamente. Essa idéia, é claro, só poderia ter surgido da brilhante turma do Google.

No entanto, não sei qual será o futuro da coisa: Editores para weblogs, como o fantástico e gratuito w.Bloggar, do Marcelo Cabral, já apresentam uma série de funcionalidades fantásticas para a criação e edição de posts. O programa, desenvolvido pelo autor a partir do zero em Visual Basic e atualizado continuamente, é tão simples que qualquer criança pode aprender a manejá-lo em poucos instantes. Além disso é compatível não apenas com o Blogger em si, mas com uma série de outras ferramentas de criação de weblogs.

O Blogger for Word, ao contrário, é o que é: Um suplemento para Word, pelo menos por enquanto. Como tal, pode haver alguma limitação na extensão de suas funcionalidades. Afinal, não se pode achar que alguém — ainda mais programadores não vinculados à empresa de Bill Gates — vá criar um editor de posts para weblogs completo dentro de uma ferramenta já bastante completa e funcional como é o caso do Word.

Há também uma coisa muito particular do Word: O HTML gerado por ele não é válido, cheio de tags proprietárias da Microsoft e de outros lixos, sem qualquer ordem especial em particular. Muitas vezes um editor de weblog mais preocupado com a validação de seu site se vê na necessidade, ao salvar HTML através do Word, de limpar todo o seu código antes da publicação.

No final das contas, a idéia até que foi boa. Acessibilidade para um número maior de blogueiros. Mas se você quer um conselho pessoal, use o Blogger for Word apenas em último caso. Mantenha-se no seu editor de costume, ou mude de ferramenta para a criação de seu weblog.É mais negócio. Mesmo com toda a boa vontade do Google.

Mais um mês!!

Atenção, atenção!! Eu vou contar pra vocês a melhor novidade do dia de hoje!! Eu estou completando dois meses inteirinhos de vida!! Mamãe diz que, com apenas dois meses de idade, eu já estou conseguindo me expressar do meu jeitinho. Tem horas que eu dou um sorriso, tem horas em que eu tenho emitir uns sons diferentes. São sons de bebê, mas já é uma forma, além do meu choro, é claro, de mostrar pras pessoas que eu sou uma pessoinha também. Bem pequeninha, mas que adora bater um papo!!

Hoje eu passei uma boa parte do meu dia brincando. Como eu ainda sou muito pequeninho, apesar dos dois meses, pra pegar um brinquedinho com as minhas próprias mãozinhas, papai e mamãe me mostraram alguns brinquedos, e eu me distraí bastante com eles. Um dos brinquedos é um cachorrinho Pluto, de apertar. Quando a gente aperta ele faz um assobio alto, fica fazendo barulho o tempo todo. Me distraio bastante com ele quando eu saio dos meus banhos, por exemplo, enquanto a mamãe está me trocando.

Outro brinquedo muito legal que eu tenho é um móbile musical, que fica em cima do meu bercinho. Quando eu fico deitado lá, me preparando pra tirar uma sonequinha, minha mamãe gosta de dar corda no móbile, e ele fica tocando, tocando… Eu  s vezes olho pra ele direto,  s vezes fico só ouvindo a musiquinha… Mas de verdade mesmo, eu gosto de ouvir. Acho o máximo!

No meu carrinho de bebê tem uns ursinhos desenhados… Também pra me distrair, eu passo uma boa parte do tempo olhando pra eles. Já descobri que tem um monte de desenhinhos, e eu gosto muito de olhar pra eles! Mais do que eu gosto das minhas outras distrações. Além dos ursinhos, tem umas estrelinhas e umas luas desenhadas… Passo um tempão olhando pra elas!!

Olhar 43Ah, tem outra coisa que eu passo um tempão fazendo!! Apesar de já estar ficando mais tempo com os meus olhinhos abertos, papai e mamãe sempre dizem que é difícil tirar uma foto minha de olhos abertos. Na maioria das vezes eu fecho ou, explorando o mundo que está ao meu redor, olho em outra direção que não seja a da câmera… Mas tudo bem. Como hoje é meu aniversário, ao invés de eu ganhar um presente, resolvi presentear meus papais. E posei pra uma foto com meus olhões beeeeem abertos. Só não dá pra ninguém saber ainda qual vai ser a cor deles…

Ah, hoje, justo no meu aniversário, descobri que estou com um problema de queda de cabelos. Brincadeirinha! É normal, pra um bebezinho como eu, que uns cabelinhos caiam da cabeça. É porquê vêm por aí os meus fios de cabelo definitivos!! Outro mistério! De que cor eles vão ser? Eu não faço a menor idéia, nem meus papais!! Quem sabe quando eu estiver completando mais um mês (e aí eu vou ter três meses, já), eu consiga saber, né? E também com três meses vou poder estrear o mordedor que minha titia Paulinha me deu de presente!! Mal posso esperar!!

Kahuna!

A leitura de meus feeds trouxe-me a revelação de que, nos Estados Unidos, a Microsoft está lançando um upgrade em seu serviço de e-mail, o Hotmail, talvez embalada pelo lançamento de uma versão beta do Internet Explorer 7, conforme pode-se ver em matéria publicada pelo site WebInsider. Além de uma nova interface para seus usuários, com recursos como um painél de pré-visualização das mensagens, o principal movimento da empresa de Redmond procura combater a popularização de seu principal concorrente, o GMail.

A versão Kahuna — nome dado ao novo Hotmail enquanto está em fase de testes finais — vai brindar seus usuários com um aumento considerável de espaço em suas caixas de e-mail. Ao todo, eles contarão com 2gb disponíveis. Os usuários brasileiros, no entanto, terão um limite muito menor, inaceitável para qualquer tentativa de competição. Serão apenas 250mb. A decisão, pelo menos na minha opinião, vem em momento tardio. Isso porquê muitos dos recursos que estão sendo implantados somente agora no Hotmail já existem há tempos em seu concorrente.

Mas nenhum serviço de e-mail é 100% perfeito. E qualquer discussão a respeito disso tem tudo para ser no mínimo calorosa. Isso porquê, quando converso com alguns usuários do Hotmail, amigos meus, muitos deles revelam que as funcionalidades oferecidas pelo serviço da Microsoft lhes são suficientes para as operações diárias. Há até algumas que fazem falta no GMail, como a inexistência de um anti-vírus integrado. Isso, no entanto, me parece temporário.

De qualquer forma, já que o assunto é webmail, uma discussão puxada pelo site Engadget procura descobrir, junto aos seus usuários, que espécie de melhorias eles gostariam de ver implementadas na interface do serviço do Google. Entre as sugestões, a da inclusão, justamente, de proteção anti-vírus integrada. Suporte a IMAP, uso de temas, fim do limite de 10mb para anexos e agenda de compromissos integrada com calendário — outra funcionalidade, aliás, que o Hotmail oferece — estão entre as melhorias mais citadas. E na sua opinião?

Strayhorn neles!

Seguindo o movimento feito pelo meu amigo Neto Cury, sou o mais novo usuário de WordPress a ter instalado sua mais nova versão, a 1.5.2 Strayhorn. Esta versão, classificada pelos desenvolvedores como interim bugfix and features enhancement between 1.5.1.3 and 1.6, veio justamente para corrigir alguns bugs e implementar melhorias solicitadas há muito tempo pelos usuários.

Com relação à vulnerabilidade encontrada recentemente, que envolve modificações no arquivo .htaccess das instalações, maiores informações podem ser encontradas no blog do WordPress Brasil.