Fala, Blog!

Podcasting é um termo que está se tornando cada vez mais comum na internet. Inicialmente criado como uma mistura entre os termos iPod e broadcasting, resolveu-se mudar o significado de POD para personal on-demand. Assim, os personal on-demand broadcastings são, nada mais, nada menos, do que transmissões gravadas em formato de áudio — normalmente, o MP3 —, que podem ser recuperadas através do formato RSS.

A facilidade é enorme. Você pode usar seu agregador de notícias favorito para receber tal conteúdo, que estará mesclado com os demais feeds que você costuma acessar. Ao invés de ler, pode ouvir seu site favorito, através de um interlocutor que pode tanto ser anônimo, quanto famoso. Diversos blogueiros que eu conheço estão atualmente divulgando seus podcasts ou trabalhando na confecção dos mesmos.

Para aqueles que. como eu, são tímidos demais para colocar a boca no trombone — ou será microfone? — e criar algo parecido, não há alternativa, a não ser continuar no mundo em que os posts são digitados à unha, um por um. Seremos apenas lidos pela massa de internautas, e não ouvidos, como aqueles que editam seus podcasts. A menos que alguém tivesse a louca idéia de transformar os feeds de blogs comuns, como o meu, em podcasts.

E alguém teve essa idéia, me acreditem. Um novo serviço disponível na web, o Talkr — nenhuma relação com o Flickr, a menos que o Yahoo! resolva mais tarde comprá-lo também — permite que feeds RSS de blogs comuns sejam transformados em arquivos MP3, através da tecnologia text-to-speech.

Está criado, desta forma, o blogcasting. O Talkr permite que se converta, com uma conta gratuíta, até 3 blogs para podcasts. Se você desejar mais, no entanto, precisará pagar o preço. Uma assinatura mensal no valor de US$4,95, para ouvir até 20 horas de gravação. A idéia parece interessante, mesmo porquê pode-se ouvir os arquivos MP3 em qualquer lugar, e não apenas na frente de um computador. Para quem usa dispositivos portáteis, como algumas pessoas que eu conheço, então, nem se fala. Pode-se carregar os sites favoritos pra cima e pra baixo, obtendo sempre suas versões mais atualizadas.

O detalhe é: Text-to-speech sempre me pareceu uma tecnologia complexa. A voz emitida por todos os programas que eu já tentei utilizar sempre me soou muito robótica. E funcionavam somente em inglês. Será que o Talkr vai ter alguma diferença? E será que vai funcionar com blogs e feeds em português?

Tchau, Rubens!

Ferrari elege Massa para lugar de Barrichello

Já está definido. Felipe Massa será mesmo o substituto de Rubens Barrichello na Ferrari. O brasileiro tem como empresário Nicolas Todt, filho de Jean Todt, diretor-geral da equipe, e já trabalhou como piloto de testes do time em 2003.

A notícia, que vazou antes da hora, seria anunciada apenas na próxima quarta-feira, 03 de agosto. No entanto, ela não me surpreende. Venho comentando há algum tempo, principalmente com meu pai — já que somos os únicos que eu conheço que continuam acompanhando a F-1 após a era Senna —, que o Massa merece uma chance.

Com o carro da Sauber ele já faz milagres. Se derem um carro de ponta à ele, acredito que, na raça, ele venha a obter grandes resultados. Enquanto isso, Rubens Barrichello vai para a BAR. Acho que a temporada que vem promete.

Sobre spam e WordPress

Todo mundo sabe que spam is a pain in the neck, certo? Quando se trata de spam dentro do WordPress, então, nem se fala.

Recentemente meu amigo Neto Cury criou uma pesquisa na WordPress Brasil, nossa lista de discussão, sobre o assunto, querendo saber qual o plugin anti-spam mais utilizado pelos membros. A pesquisa já gerou algumas discussões, inclusive revelando usuários que até agora não utilizam qualquer meio para se protegerem contra esse mal.

Atento às discussões, resolvi criar um artigo em meu wiki, com a finalidade de concentrar em um único lugar uma série de observações sobre o assunto. Lá, procuro discutir o porquê de se combater o spam na ferramenta, quais são os recursos disponíveis internamente à mesma para fazer isso, quais são algumas abordagens e plugins relacionados, além de certas dicas e truques sobre o assunto.

Conto com os comentários de vocês para que eu possa melhorar o conteúdo sempre.

My Dear Chinese Uncle

A-há!!! Agora eu quero que vocês pensem bem e me respondam rapidinho! Quantos titios vocês têm? Eu aposto que têm vários, porquê todo mundo — ou quase todo mundo — tem um titio ou uma titia pra si mesmo, não é assim? Os titios são pessoas legais que são, normalmente, irmãos do papai ou da mamãe da gente. Mas também podem ser amigos muito próximos,  s vezes considerados parte da família também.

Agora digam: Quantos titios vocês têm que sejam metade brasileiros, um quarto americanos e um quarto chineses? A sua resposta foi nenhum? Puxa vida, que falta de sorte, hein? Eu, por outro lado, tenho um titio que é exatamente assim!! É o meu titio Oliver, que estudou com o meu papai, e se tornou um grande amigo dele! Eles já estão sem se ver há muito tempo, mas quando eu nasci, papai estava comentando, ele o parabenizou muito, e fez questão de me mandar dois presentinhos!! Um foi uma mamaderia toda especial, chamada Habberman, que eu uso sempre pra mamar… O que tem de mais especial nesse presentinho é que ele é exclusivo. Só existe pra vender lá nos Estados Unidos.


Mais mosaico!

Meu titio Oliver mora lá na Califórnia. É por isso que conseguiu me mandar esse presentinho. Ele trabalha na Universidade da Califórnia, que os adultos do mundo inteiro chamam de UCLA. Aliás, UCLA é bem parecido com uncle, né? Papai me disse que Uncle quer dizer titio em inglês. E o título desse post aqui, que meu papai me ajudou a escrever, quer dizer, em português, meu querido titio chinês.

Pois bem… Meu querido titio chinês me mandou outra coisa. E é outra coisa também exclusiva. É isso mesmo, eu sou um bebê com dois itens exclusivos. Minha mamadeira especial e uma camisetinha que veio da Universidade da Califórnia. Ainda estou muito longe de ser um aluno de universidade e vejam só: Já tenho minha camisetinha de lá. Eu quero agradecer demais o meu titio brasileir-americano-chinês Oliver, e dizer que eu adorei os presentinhos. E espero que ele venha me ver um dia, e que não demore muito. Ele vai ser pra sempre uma das pessoas mais especiais do mundo pra mim, e eu vou guardá-lo sempre no fundo do meu coração.

I love you, uncle.

Chaveirinho da Salvação

Não sei dizer o que acontece com as demais pessoas, mas a minha situação com relação aos telefonemas de telemarketing que recebo às vezes passa dos limites. Antigamente, as mais diversas empresas entravam em contato comigo apenas durante o horário comercial, no trabalho. Hoje em dia, não sei bem por qual motivo — exceto, é claro, a desconfiança de que alguém informou meus dados telefônicos à gatos e lagartos —, esses contatos são feitos não só no trabalho, mas também em casa, e nos mais diversos — e inoportunos — horários imagináveis.

São ofertas promocionais daquele cartão de crédito que eu não solicitei, mas que será enviado pra mim sem qualquer custo adicional (— “Tudo bem, me enviem e eu entro em contato com o Procon”, cheguei a responder em uma das vezes, depois da qual o atendente nunca mais entrou em contato comigo). São pessoas querendo que eu ajude a instituição XPTO com essa ou aquela causa, em busca de apoio financeiro. É o representante dessa ou daquela empresa, me oferecendo uma assinatura de jornal ou revista, pra quem eu tenho sempre que explicar que não leio nada impresso quando se trata de notícias.

— Se não é via jornal, como o senhor se mantém informado então?

— Ah, fácil. Uso a internet e um agregador de feeds RSS ou Atom.

— Agregador? Feeds? RSS? Atom?

— Pois é, isso mesmo. Acho que você deveria ler mais seu jornal. Está desinformado.

A questão principal é a mesma que aflinje não só à mim, mas a muita gente por aí afora que passa pela mesma coisa. Ultimamente, quando me ligam e perguntam pelo senhor Daniel, eu mesmo vou logo dizendo “Ele não está, não chegou ainda, já deveria ter chegado mas deve estar em alguma reunião sem previsão de término”. Só então o atendente desliga. Mas como nos livrar de uma ligação indesejada como esta, ou qualquer outra do gênero?

Os seus (ou melhor, os nossos) problemas acabaram! — só falta agora subir a vinheta das Organizações Tabajara, mas tudo bem. Agora já existe um dispositivo chamado Get Off the Phone Excuse Machine, uma máquina que faz literalmente o que seu nome promete: Arruma desculpas para que se possa encerrar aquele bate-papo indesejado ao telefone sem que isso pareça necessariamente rude.

O Get Off the Phone Excuse Machine emite sons que imitam situações que exigem atenção. Por cerca de US$ 10, você adquire um aparelho que emite sons de um bebê chorando, de alguém chamando para jantar, da campainha da porta, de batidas na porta, de uma sirene ou até mesmo de estática — assim pode-se recorrer ao velho truque do “estou entrando no túnel”.

Preço mais do que justo para nos vermos livres de certas ligações incômodas, não acham?

São Paulo Mapeado

Não são apenas os milhões de internautas que têm acesso à serviços como o Google Earth, ou seu mais recente concorrente, lançado pela Microsoft, o MSN Virtual Earth, que enxergam o mundo lá do alto. A prefeitura municipal de São Paulo também enxerga, através de um projeto de mapeamento aéreo da cidade, a quarta maior metrópole do mundo.

A intenção do governo é disponibilizar na internet um guia de ruas da cidade, que possa ser consultado pelos internautas quando estes estiverem à procura de um determinado local ou serviço: Escolas, hospitais e restaurantes são apenas exemplos do que poderá ser localizado se a conclusão do projeto, prevista para o final deste ano, for realmente alcançada como se planeja.

A coisa seria muito parecida com o Guia Quatro Rodas, não fosse pelas demais finalidades que a prefeitura espera alcançar. Além de servir como guia, o projeto prevê o acompanhamento da expansão da área urbana da grande São Paulo através das fotos, bem como o auxílo na cobrança de IPTU. A secretaria municipal de finanças acredita ser uma excelente maneira de identificar construções irregulares ou sem registro.

E viva as aplicações práticas de se ver o mundo do alto. Mesmo que o bolso de alguns doa, não é mesmo?

The Template Quest

Certo, eu admito. Ando um tanto quanto instável com relação aos templates do site. Vejam só quantas modificações recentes por aqui:

  • 26 de abril de 2005: Ainda no site antigo, instalei o tema Blix, criado por Sebastian Schmieg. A explicação era que eu queria um tema simples e funcional, e o Blix me animou a fazer a mudança.
  • 29 de junho de 2005: Já na casa nova, instalei o tema Urban Giraffe, criado por John Godley. Como a mudança foi algo marcante para mim, quis marcar a ocasião alterando radicalmente o layout das páginas. Acredito que consegui meu intuito.
  • 16 de julho de 2005: Achando o tema anterior muito monótono, e recebendo feedback de alguns dos valorosos leitores que possuo, assassinei a Girafa Urbana e saí em busca de um tema que combinasse ao mesmo tempo sofisticação e simplicidade. Além de ser um liquid theme, é claro. Me deparei com o Beeblebrox Theme, criado por Thomas Weibel. Me pareceu perfeito. Até 2 dias atrás, quando descobri que as páginas não estavam aparecendo corretamente em certos browsers.
  • 28 de julho de 2005: Na incessante busca por uma solução para os problemas de exibição de páginas do Beeblebrox Theme, mais uma vez encontrei uma resposta. Senhoras e senhores, o tema atual deste site é agora o Arzel Blue Gray, criado por Arzel Yusop. Ainda estou em processo de modificação do tema, mas acho que o resultado está ficando interessante.

O primeiro a notar a mudança — repentina — foi o Kadu. Eu honestamente espero que essa seja a última delas, pelo menos por um longo tempo. Minha idéia é que o site esteja acessível ao máximo número de pessoas interessadas em seu conteúdo, e infelizmente preciso levar em conta alguns usuários que ainda se vêem às voltas com o Internet Explorer. De qualquer forma, o novo tema mantém as mesmas características que desejei encontrar recentemente: É líquido, simples e funcional. Que ele se mantenha.

Hasta La Vista?

Até o momento o Windows 2000 continua sendo meu sistema operacional por opção. Não encontrei motivação válida para migrar para o Windows XP. O W2K é robusto o suficiente para a utilização que dou ao computador, sem que eu precise instalar em minha máquina uma versão mais recente que ocupa cerca de 1,5Gb de espaço.

Os Windows 2000 e XP são essencialmente idênticos. A única motivação real que eu teria para migrar para o Windows XP é óbvia: Compatibilidade.. Mesmo que eu queira negar, daqui a um tempo serei forçado a seguir em frente: Programas mais recentes são ajustados para a tecnologia XP, bem como os hardwares fabricados pelas grandes empresas.

No entanto, devo migrar para o Windows XP ou para o lançamento mais recente da empresa de Bill Gates, o Windows Vista? Até agora não ouvi grandes comentários a respeito do novo Windows, e um artigo do John Dvorak para a PC Magazine americana só confirma o que eu já suspeitava: O Windows Vista não caiu na boca do povo. Até mesmo fiascos completos como o Windows XP Starter Edition receberam mais destaque. O Windows Vista, até agora, causou tanto frisson quanto o Windows ME. Ou seja, tanto faz, como tanto fez.

Dvorak coloca em cheque o lançamento da MS: cido, define um tagline para o Windows Vista: “Hasta la vista, baby”. Segundo o jornalista, é o fim da dominação da Microsoft no campo de sistemas operacionais, e a empresa de Redmond deve agora se contentar com seu carro-chefe, o Microsoft Office, e com as vendas de XBox, promissoras. Despontando como sucessoras da Microsoft no campo de Sistemas Operacionais estariam outros gigantes: a Apple e seu Mac OS, a Apache, dominando o mercado de servidores com Linux e até mesmo o Google que, dominando a internet, pode muito bem surpreender a todos com um sistema operacional próprio.

Há alguns anos, ainda na faculdade, eu tinha uma partição do meu computador rodando Slackware, depois a removi. Mais recentemente, conversando com um amigo, fiquei tentado a criar uma nova partição, desta vez rodando Debian ou Ubuntu, o que eu ainda não fiz. Experimentaria até mesmo um GoogleOS, se ele vier à acontecer. O único problema em ambos os casos seria diversidade: Como encontrar a imensa gama de programas disponíveis para Windows, numa outra plataforma? Comprando um Mac e migrando para o MacOS? O certo é que, enquanto não acho a resposta e tenho preguiça de atualizar, o Windows 2000 continua me fazendo companhia…

Simplicidade

Quem visita este humilde blog há algum tempo, pelo menos, me conhece o suficiente para saber que eu simplesmente enjôo dos temas que utilizo muito rapidamente. De um dia para o outro, se eu estiver disposto, sou capaz de alterar todo o layout, mexer com todo o design, só para satisfazer minha vontade de fazer com que tudo pareça diferente. O tema que está atualmente em uso, por exemplo, chamado Beeblebrox, foi uma tentativa de encontrar uma resposta a um grande dilema pessoal que eu sempre vivi: Adoro designs interessantes, com figuras e CSS bem utilizado. Mas ao mesmo tempo também me atraem os temas líquidos, como este. Espaço abundante. Texto bem distribuído. Fontes fáceis de ler. Isso me transmite uma sensação de simplicidade e sofisticação que interagem, ambas tendo espaço suficiente para si mesmas.

Esse assunto me veio à cabeça porquê encontrei no Flickr, há pouco, uma imagem enviada por um usuário, descrevendo o que, segundo informa seu rodapé, seria a sua nova interface. Nada de grandes modificações, aparentemente. O máximo que pude perceber foram cores diferentes para os sponsored links, no topo, e anúncios preenchendo toda a região à direita da tela. No mais, o Google me pareceu, mesmo com essa presumida nova roupagem, tão simples quanto sempre foi, desde que eu o conheço.

Ao olhar para a imagem, me lembrei do Yahoo. Com sua bela interface, os ícones nos lugares corretos, o sistema de navegação — novamente simples e sofisticado — que transmite uma beleza pra quem o vê, que contrasta com caixas azuis, todas posicionadas como se o lugar mais correto para elas sempre tivesse sido esse. Uma interface mais complexa que a do Google, certamente. Mas igualmente funcional. Acho que esta é a palavra-chave: Funcionalidade.

Talvez não importe, necessariamente, se a interface é mais simples ou mais sofisticada. O Google é mais simples, sim, mas é assim que deve ser. O Yahoo!, cheio de detalhes marcantes, também deve ser assim. E esses dois sites, através de seus designs, nos passam uma lição: O importante, me parece, além de um conteúdo interessante e atualizado, é fazer com que seu site possua as ferramentas que o usuário gostaria de encontrar, no lugar onde elas devem estar. Como se ele, ao ingressar pela primeira vez naquele local, tivesse a sensação de já o conhecer por anos. Simples, assim.

Sob medida

Qualquer um que, como eu, tenha se formado em Ciência da Computação — ou qualquer atividade similar, na mesma área — já se deu conta de que, mais cedo ou mais tarde, acaba sendo bombardeado com as mais diversas perguntas feitas pelas pessoas ao seu redor, todas elas relacionadas a algo computacional, seja em maior ou menor grau. Isso é, a meu ver, extremamente normal. É natural que, curiosas a respeito de uma ou outra nova tecnologia, algumas pessoas conhecidas lhe perguntem sobre blogs, sobre XML ou linguagens de programação, sobre uma placa de vídeo ou aquele novo flash disk, por exemplo.

Esta semana mesmo passei por duas situações em que pude verificar o quanto isso é verdade. Na primeira delas, um amigo me perguntou sobre VBA. Como eu sou fascinado por programação em VBA, automaticamente me vi prestando as mais diversas explicações e esclarecimentos a respeito do assunto, sem o menor problema. Na segunda situação, ocorrida ontem, recebi uma ligação de um outro amigo, que foi bastante objetivo. Ia viajar para o Rio de Janeiro e, em dúvida, quis que eu lhe indicasse um bom site de mapas. Novamente eu lhe fiz um favor e indiquei alguns bons sites. Sem problema.

Como pode lhes parecer, é exatamente assim que eu sou. Prestativo. Não me nego a localizar informações. Um amigo meu — que já nem trabalha comigo, por sinal — me apelidou, uma vez, de Mr. Google. Achei a coisa bem sacada e também acredito que o apelido combine comigo. De vez em quando, se a gente se encontra, ele vive me chamando assim. Mas o Mr. Google aqui nem sempre está tão afim de ser prestativo. Como qualquer ser humano da face da Terra, há dias em que meu humor não está dos melhores, e meus níveis de prestatividade e proatividade tendem a zero. Para esses dias, nada melhor do que a camisa que ilustra este post, produto vendido pela Non-Zero Chance.

Com os dizeres I’m not your damn search engine (Eu não sou o seu maldito site de busca) escritos de forma a lembrar o logotipo daquele mesmo site, ela combina perfeitamente com esses dias em que a gente está de mau humor, ou em que, por um motivo ou outro, a gente não está muito afim de ajudar. Se alguém por aí quiser me dar de presente de aniversário adiantado — faltam 3 meses ainda —, eu não vou achar ruim não, viu?

O Tal do Referendo

Talvez a paternidade recente esteja me deixando cansado. Talvez seja só pura falta de tempo. De qualquer forma, só ontem é que fiquei sabendo, conversando com meus pais, que o governo brasileiro está às voltas com a organização de um referendo popular que visa consultar a opinião da população brasileira com relação à proibição da venda de armas de fogo e munição em território nacional. A consulta, que deverá usar as urnas eletrônicas, como numa eleição normal, consistirá em responder sim ou não à pergunta aprovada pelos parlamentares: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”

No próximo dia primeiro de agosto terá início uma campanha publicitária custeada por cada uma das posições a respeito do assunto. Um mês antes do referendo, que será realizado no próximo dia 23 de outubro, um horário gratuito será veiculado à programação das emissoras de rádio e TV nacionais. De um lado, teremos a posição contra a venda de armas, representada pela Frente Parlamentar Brasil Sem Armas. Do outro, os defensores do direito à auto-defesa, a Frente Pró-Legítima Defesa.

Sou obrigado a defender meu ponto de vista a respeito desse tema. E minha defesa consiste em abordar dois pontos distintos. O primeiro tem relação direta com a venda de armas. O segundo, com o tal do referendo em si, muito bem definido por um amigo meu como consulta obrigatória à opinião popular.

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Será que cai?

Quem é que não concorda comigo que a discussão sobre a assinatura obrigatória que as operadoras de telefonia fixa cobram de seus usuários é um assunto mais do que polêmico? Já abordei essa questão aqui por diversas vezes (a última vez, em julho de 2004), e agora vou falar novamente sobre essa questão. Isso porquê acredito piamente que trata-se de uma cobrança abusiva, não importa o quanto as empresas do setor — agora todas privatizadas — defendam que a operação lhes traz lucro.

Acontece que é a vez do ministro das comunicações do governo Lula, Hélio Costa, defender esta causa. O ministro acredita que as operadoras devem rever os valores cobrados dos assinantes, e está à frente de uma negociação que visa reduzir em pelo menos 15% o valor da tarifa. A estratégia que ele defende, baseada em estudos encomendados à técnicos do governo esta semana, envolve acabar com a franquia de 100 pulsos que hoje é cobrada nacionalmente.

A idéia de Hélio Costa é simples: Redução gradativa da franquia, seguida por uma proposta, vinda das próprias operadoras envolvidas — Telefônica, Telemar, BrT, Sercomtel e Algar — para acabar de vez com a cobrança. Nada me parece mais justo. O que me deixa preocupado, na verdade, é a quantidade de vezes em que esse assunto já veio à tona. Ora puxado por um representante do governo, ora por outro, a questão parece que talvez ainda se estenda por algum tempo. De qualquer forma, vou ficar, como sempre, na torcida: Um valor médio de R$ 40 passar para cerca de R$ 34 já terá sido um ótimo primeiro passo. Mas a ausência total de cobrança, além de ser mais justa — eu, por exemplo, mal uso 10 dos 100 pulsos de franquia mensal que possuo —, permitirá, como vi na própria reportagem em que li, que uma parcela da população que não tem acesso ao serviço de telefonia atualmente, passe a contar com ele. Inclusão social. Soa bonito, é nobre e eu acho que é o caminho correto. Tudo se resume numa única coisa: Boa vontade.

Update: E parece que ainda não vai ser dessa vez. Tudo nesse país demora muito. E esse caso vai é ficar enrolado de novo.

Thumbs up?

E vamos falar mais um pouquinho — sem querer ser repetitivo — de biometria?

Desta vez trata-se de uma cadeia de supermercados americanos, a Albert’s. Eles começaram, em conjunto com mais 300 lojas nos Estados Unidos, a aceitar — em caráter de teste, é verdade — a impressão digital das pessoas como cartão de crédito, uma vez que elas tenham sido devidamente identificadas.

Segundo a matéria que eu li:

(…) uma parcela da população, que tem as impressões digitais gastas ou pouco definidas, não teria acesso à tecnologia. Além disso, especialistas alertam para a centralização excessiva de dados, o que é um risco a mais para a segurança das transações e do próprio cliente.

De qualquer forma eu gostei. Acho que vi isso — ou pelo menos um sistema bem similar — em um filme. A pessoa chega, utiliza seu polegar pra identificação e tem, descontado, automaticamente, o valor necessário em conta corrente, numa fração de segundos. Eu, que às vezes tenho preguiça de usar até cheque eletrônico, adoro essa idéia, e torço pra que ela dê certo. Mas imagino os assaltantes do futuro: Todos munidos de pequenos scanners digitais, forçando pobres coitados à enfiarem seus dedões e passarem toda a grana. Será?

Nem tão del.icio.us assim?

A notícia de que o del.icio.us implementou um novo sistema chamado Tags for two foi recebida pela comunidade com uma certa desconfiança. A idéia é ótima: Você está navegando por um determinado site, vê um conteúdo interessante e resolve compartilhá-lo com aquele seu amigo que também tem uma conta no site.

Para que você possa fazer isso, o processo agora é bastante simples: Basta cadastrar o link no del.icio.us normalmente, adicionar suas tags e, além delas, uma tag especial, no formato “for:username”. Isso fará com que o link seja adicionado também à conta do usuário em questão, como no processo de encaminhar uma mensagem para alguém, via e-mail. Se você deseja verificar quais são os itens que lhe foram enviados por seus contatos, o processo também não é complexo. Basta que você se dirija ao endereço http://del.icio.us/for/. O sistema irá redirecioná-lo automaticamente para sua própria página, que outras pessoas não serão capazes de ver.

A desconfiança que mencionei se deve à um velho conhecido de quem usa a internet há pelo menos 24 horas: O spam. Esse mal, dada a abertura que o del.icio.us agora fornece através de sua nova tag, pode começar a assolar usuários. Já imagino spiders fazendo o trabalho (sujo) de incluir em nossos bookmarks links que nós não autorizamos. Se os administradores do site não fizerem nada a esse respeito, já imagino que a popularidade do serviço possa despencar. O que seria, convenhamos, uma pena.

A Biometria e o Mickey Mouse

Recentemente comentei aqui no site uma notícia sobre a utilização de biometria por parte do Detran paulista na tentativa de obter um melhor controle com relação à presença dos motoristas — novos ou antigos — nas aulas teóricas e práticas do órgão. Ainda conforme eu havia dito antes, acho fantástica a possibilidade de aliar tecnologia das mais modernas à identificação de alunos e controle de presença.

Mas e quando a biometria passa a se tornar um problema, por causar possíveis problemas de privacidade? Aí, no meu entender, a coisa muda de figura. Me espantei — negativamente, é verdade — com o fato de ter sabido, esta semana, que a Disney está exigindo que os visitantes de seus parques americanos insiram os dedos em scanners para que possam ser identificados.

A exigência de submeter o dedo médio e o polegar aos scanners nas entradas dos parques da empresa (slideshow), segundo seus representantes, visa diminuir a incidência de entradas não-autorizadas, através da verificação da legitimidade dos ingressos. Acontece que diversos defensores dos direitos de se manter a privacidade estão atentos ao fato. Para o porta-voz do Sindicato das Liberdades Civis americano, George Crossley, trata-se de um passo na direção errada. Segundo ele, coletar informações pessoais sobre os visitantes, independente do que se vá fazer com elas, é uma violação de privacidade. E convenhamos, é uma aplicação diferente, pois, no caso do Detran, por exemplo, como citei no post que mencionei antes, a intenção é pura e simplesmente controlar a freq¼ência. Privacidade, no caso da Disney, pode sim estar em risco. O que Mickey Mouse faria com as suas impressões digitais, ainda mais considerando que ele só tem quatro dedos?

Um mês de vida!!

Capa: Titia ArleteEu acho que o tempo tem passado depressa pra mim. E isso significa que não demorou muito até que eu chegasse a 30 dias corridos de vida, ou seja: um mês inteirinho já se passou desde o dia em que eu nasci até agora, e eu nem vi o tempo passando!! Estou ficando cada dia maior e mais forte, e nos aniversários, quando nos desejam saúde, é assim que eu acho que estou. Ficando cada dia mais saudável também, pra alegria da mamãe e do papai, e de toda a minha família também!

Pra comemorar um aniversário assim, o meu primeiro, nada melhor do que receber visitas pra lá de especiais. Nesse meu dia, já de acordo com o que dizia minha vovó Helena, quem veio me visitar foram duas pessoas muito legais. Minha titia Arlete, que veio junto com o marido dela, meu titio Júlio. Eu vi quando a vovó comentou que eles deviam ter vindo há muito mais dias, e que só não tinham conseguido porquê precisavam achar um tempo. O tempo deve ser uma coisa muito chata, né? Quer dizer, veja só o meu caso. Sou um bebezinho esperto que, com um mês de vida apenas, quer só curtir a vida e mais nada 🙂

De qualquer forma, queria dizer pra titia Arlete que eu amei a visitinha dela, e do titio Júlio também. Só faltou mesmo, pra completar a festa, que a minha priminha Bruna viesse me conhecer. Mas acho que não deu pra ela vir, então fico aqui esperando a visitinha dela pra uma próxima vez, e desejando do fundo do meu coração que isso não demore a acontecer não. Ah, o bebezinho aqui ganhou presentinhos dos meus titios que me visitaram!! Essa é a melhor parte de um aniversário mas é claro, eu quero agradecer do fundo do meu coração e dizer pra vocês dois, meus titios, que eu os amo muito, viu? E quero mais visitas muito em breve!!