in Etc

A mente cobra seu preço

Quem é que consegue trabalhar sem ter que conviver com a parafernalha tecnológica que nos cerca atualmente? São pagers, telefones celulares, PDAs, mensagens SMS e de e-mail, tudo para que possamos acessar o mundo ao nosso redor mais rapidamente, e para que as pessoas que estão ao redor do mundo também possam encontrar uma forma acessível de se comunicar conosco, não é mesmo? No meu caso, são tantos e-mails chegando o tempo inteiro que, às vezes, não se consegue a concentração necessária para trabalhar. E agora a ciência realizou uma descoberta que pode deixar não só a mim, mas a outros tantos usuários de mensagens eletrônicas e de gadgets tecnológicos, de cabelos em pé.

Trata-se de uma pesquisa realizada por estudiosos do King’s College, da London University. Segundo as descobertas deste grupo de cientistas, nosso quociente de inteligência — ou QI — é diretamente afetado ao tentarmos conciliar nossas atividades profissionais com as caixas de entrada de nossos e-mails. Ao se concetrar muito na arrumação de uma caixa postal a perda do quociente pode chegar a 10 pontos, o que equivale a ficar uma noite sem dormir. O e-mail chega a ser mais prejudicial do que a maconha, que, ao ser fumada, provoca uma perda de “apenas” 4 pontos.

Para se ter uma idéia da coisa, o QI é uma espécie de placar que tenta medir o nível de inteligência das pessoas, localizando cada indivíduo dentro de uma faixa etária e comparando suas habilidades com as de outras pessoas da mesma idade. O nível de QI normal para cada faixa etária é sempre de 100 pontos. Pessoas com um QI de 115, por exemplo, seriam consideradas mais inteligentes do que a maioria. Já a tentativa de organizar nossa correspondência eletrônica em meio ao trabalho, como comprova a pesquisa, pode nos tornar pessoas abaixo da média — com QIs iniciando a partir de 90 pontos.

Citei pagers, celulares e demais dispositivos modernos porquê eles também podem causar os mesmos efeitos. A chamada info-mania e o recebimento constante de fluxos de informações durante todo o dia pode até nos deixar mais cansados. Aliás, desde que li o artigo original na New Scientist é que não páro de me perguntar: Será por isso que acompanhar os feeds RSS que assino, às vezes, me deixa tão pregado, mesmo que eu resista tão bravamente??

  • http://www.odontopalm.com.br/gsf Bia Kunze

    Oh my God, vou largar meus gadgets e passar a fumar uns, huahuahua!

  • http://netocury.com Neto Cury

    Ultimamente não tenho tido tempo nem paciência para acompanhar todas as minhas subscrições, e quando vou olhá-las estão lotadas, também me sinto deveras cansado.
    Abração