Amigo Oculto

Amigo OcultoConfesso que Amigo Oculto (Hide and Seek, IMDB, Adoro Cinema), filme dirigido por John Polson, que estreou nos cinemas na última sexta-feira, foi um desses filmes que eu olhei a primeira vez e que não tive vontade de assistir. Uma segunda olhada, talvez influenciado por seu trailer, me fez mudar de idéia. O filme é um thriller, mistura de suspense com leves toques de terror.

A história gira em torno de Emily Callaway, interpretada pela gracinha de menina que é Dakota Fanning, com cerca de 11 anos de idade na história, e seu pai, o psicólogo David Callaway, interpretado por Robert De Niro. Os dois, que levavam uma vida normal, se vêem às voltas com o suicídio da mãe de Emily, Alison Callaway (Amy Irving). Ela se mata sem mais nem menos e deixa seu marido perplexo e a filha traumatizada.

Decidido a mudar sua vida — e a de sua filha — completamente a partir desse acontecimento, o doutor David decide se mudar de mala e cuia para o norte do estado de Nova Iorque, indo parar em uma cidadezinha com pouco mais de 2500 habitantes. Lá ele e sua filha Emily se misturam com a população local e parece que tudo vai se acertar. É aí que, talvez movida pelo trauma da perda da mãe, a menina acaba se refugiando em sua própria imaginação, criando para si um amigo imaginário, ao qual ela chama de Charlie. A “chegada” de Charlie e sua entrada na vida de pai e filha mudam o curso da história: Coisas estranhas, misteriosas e bizarras passam a acontecer, e um grande mistério se instala no ar. O filme tem grandes momentos de suspense e também promete bons sustos para quem o assistir. O final pode ser surpreendente. Uma coisa eu digo: Atenção aos mínimos detalhes. Vale a pena ver.

Autovoltagem

Baseado na experiência real de um amigo:

— Bom dia, eu queria um transformador 220V.
— Ah, senhor… nós só temos o de 110V.
— De 220V vocês não têm, então, né?
— Não senhor… mas temos um bivolt.
— Então…
— …mas só funciona em 110V.
— Ah, quer dizer então que o seu bivolt só funciona em 110V?
— Isso mesmo, senhor.
— Ah, tá. Certo, certo.
— Posso te ajudar com mais alguma coisa, senhor?
— Não, não. Obrigado.

Bons Ventos

Nas últimas semanas, devido à correria e à falta de tempo, mesmo, deixei a bateria do meu celular se descarregar completamente por duas vezes. Quando isso acontece com a gente, de duas uma: Ou esquecemos o carregador (e aí, corre apelar pra’quele amigo que tem o mesmo celular que você, ou pelo menos um da mesma marca, que compartilhe o aparelhinho), ou não há tomadas disponíveis. Em ambos os casos, resolver um problema desses pode se tornar uma chatice.

Mas isso pode estar se tornando coisa do passado, graças a um grupo de alunos do Instituto de Tecnologia Indiano, em Dehli. Graças a eles estamos frente à frente com a possibilidade de recarregarmos nossos inseparáveis aparelhos celulares com a força do vento. É isso mesmo. Parece mentira, mas não é. Os estudantes indianos conseguiram inventar o que chamaram de turbina móvel. A turbina, quando colocada em funcionamento pela força do vento, pode gerar energia equivalente a 3 ou 4 watts, o que já dá pra recarregar o telefone em uma emergência.

De acordo com o professor-chefe dos alunos, Lalit Kumar Das, a principal finalidade da turbina é a de aumentar o poder de conectividade de uma pessoa quando ela estiver em um local sem energia elétrica. No entanto, também pode-se usar a invenção para gerar iluminação ou tocar música. O invento não tem previsão para ser comercializado, mas estima-se que ele seja bem barato: Seu custo de fabricação é de apenas 4 dólares. Se unirmos isso ao fato de que é algo minúsculo — cabe no bolso —, então vou querer uma logo que vier pras lojas… [via Slashdot]

Disputa Acirrada

GSM ultrapassa TDMA nos celulares brasileiros

O GSM é a tecnologia mais usada: está em 35,60% dos celulares ativados no país, um total de 23 710 819 celulares habilitados, ultrapassando o TDMA (22,87 milhões de linhas; 34,34% do total). O CDMA só não fica na lanterninha (com 19,71 milhões de telefones e 29,60% do total) porque ainda temos aparelhos na tecnologia AMPS em uso no país. Mas são apenas pouco mais que 307 mil deles, o que não dá nem 0,5% do total.

Há cerca de dois anos e meio que eu utilizo um celular da TIM, habilitado no padrão GSM, e não tenho do que reclamar. E vocês, contribuem para engrossar as estatísticas de qual tipo de tecnologia?

HANs

A coisa podia bem ser tema de algum filme de ficção científica de última geração, mas não é assim que acontece. A questão é que daqui a algum tempo, pessoas normais como você e eu poderemos nos comunicar normalmente com nossos eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos, através de um novo tipo de rede que está sendo desenvolvida por pesquisadores japoneses da empresa Nippon Telegraph and Telephone (NTT).

Batizada de HAN — Human Area Network —, a tecnologia, que já se espera utilizar em 2006, utiliza-se de pequenos modems chamados transceivers, que são dispositivos minúsculos capazes de transmitir e receber informações sem fio. Estes transceivers, chamados de RedTacton, se utilizam de campos elétricos da própria superfície do corpo humano para suas transmissões. O que mais me impressionou foi que as velocidades de transmissão podem chegar a até 10 megabits por segundo, isso se forem usados transceivers próximos da superfície do corpo.

De acordo com a empresa desenvolvedora da tecnologia, a maioria das aplicações imediatas teria relação com a identificação de seres humanos e segurança dos mesmos, já que estes podem vir a interagir com campos elétricos na superfície de objetos feitos de plástico, metal ou mesmo quando cumprimentam os outros através de um aperto de mão, para fins de autenticação. Imagino que, de alguma forma, aplicações domésticas também podem vir a ser realidade: Que tal mudar o canal da sua televisão com um estalar de dedos, tocar o aparelho de som para descarregar em algum dispositivo que se esteja levando consigo alguns arquivos de MP3 pra ouvir na ida pro trabalho, ou então, para aqueles que são mais espertinhos, receber a cola daquela prova difícil quando cumprimentar aquele seu colega estudioso? Tecnologia, ah, tecnologia… 🙂

Possessiva

— Oi mô!

(silêncio)

OI, M��!!
— Er… oi.
— Tudo bem? Tava com saudades?
— Tudo bem.

— Me dá licença?
— Eu dou.
— Eu não dou.
— Como assim você não me dá licença?
— Ué… porquê ele é o meu mô.
— Não senhora! Ele é o MEU mô.
— Ai, ai… Não comecem vocês duas, tá?
— Ah, TIA… ele J FOI seu…
— Não começa, menina!
— Ele agora é o MEU mô.
— O seu mô não era o Reinaldo?
— Ele é o meu OUTRO mô.
— Ah, tá… então a senhorita agora quer ter TODOS os môs, né? Tá se achando.
— Pois é tia… Que eu posso fazer se eu sou linda, né?
— Ai, ai, ai… Chispa daqui, vai…!
— Mas tia…
— Nada de “mas tia”, menina! Pira, some, sai… desenvolve!
— Ah, se eu fosse mais velha a senhora ia ver…

— Deixa ela, mô. Ela só tem 3 aninhos…
— É, eu sei, Ric… mas se depender dela, também vai querer ter 3 namorados…
— É… você tem razão.

Tarifa Mais Justa?

De uma notícia que encontrei ontem no IDG Now, mas sobre a qual não tive tempo de postar:

Telefônica terá tarifa fixa para web discada

Segundo a empresa, o Plano Internet Ilimitada oferece acesso discado à internet em qualquer dia e horário, sem limite de tempo, mediante o pagamento de uma quantia fixa mensal. Estima-se que o valor fixado para o serviço seja de R$ 29,90.

Acho que essa é uma iniciativa interessante, ainda mais se levarmos em conta que, apesar do crescente número de usuários que têm optado por acessos de banda larga, muita gente ainda considera o custo algo inacessível. Como o principal problema dos internautas que recorrem ao acesso discado é justamente a quantidade de tempo que permanecem conectados pagando pulsos extras, acho que essa alternativa vem bem à calhar.

O lançamento comercial do serviço ainda não foi anunciado, mas em breve isso deve acontecer, assim que a fase de testes, mencionada pela Telefônica, for concluída. O problema maior continua sendo a imposição de se contratar um provedor de acesso, coisa que não é nem de longe necessária para navegar pela web. Mas estes são outros 500…

Redes Sociais

Uma grande amiga minha cedeu às diversas “pressões” que estava sofrendo por parte dos amigos, e resolveu se cadastrar no Orkut depois de ter aceitado um convite enviado por mim pra ela há muito tempo atrás. O Orkut, uma rede de relacionamentos da qual eu não preciso sequer fazer comentários, é um site onde, senão pela variedade de coisas que temos pra fazer on-line por lá (que eu acho quase nula), é atraente pelo fato de nos proporcionar reencontros com várias pessoas que, já de acordo com a nossa memória, estavam guardadas naquela gavetinha de lembranças, e de repente, pra nossa sorte, reaparecem.

Aliás, digo isso muito bem dito e reitero quantas vezes for necessário: Essa é a única razão pela qual eu mantenho um perfil ativo no Orkut: Me reencontrar com velhos amigos, além, é claro, de manter a proximidade com os amigos atuais. Não há outro motivo, e é por isso que quando as pessoas me pedem pra convidá-las para o site, eu recuso veementemente todos os pedidos vindos de pessoas que eu não conheço: Se você não estudou comigo, não trabalhou comigo ou não foi meu vizinho, por exemplo, perca as esperanças. A menos, é claro, que você seja um assíduo leitor do meu blog, já que neste mundo, ultimamente, além dos amigos reais, temos também os virtuais.

Apesar das comunidades do site serem bastante visitadas e, vez por outra, apresentarem assuntos interessantes, eu não costumo participar das discussões promovidas por lá. A interface dos fóruns é muito pobre (o sistema de busca de contatos não poderia ser a única coisa ruim do Orkut, é claro) e, para localizar respostas com mais precisão, prefiro recorrer a serviços mais especializados, que contam com filtros e sistemas de busca mais avançados. Também não uso o Orkut como álbum de fotos, por achar que existe coisa mais prática e agradável pra se utilizar.

No final das contas, acho que o que eu queria deixar claro neste post é que eu não sou um viciado em redes sociais. Já me convidaram pra mil delas, e é claro, sou grato por todos os convites, pois isso demonstra o quanto meus amigos se lembram de mim. Mas honestamente não consigo manter mais de uma conta deste tipo ao mesmo tempo: Gazzag, Multiply e Link, só para citar alguns exemplos, foram todos deixados de lado por mim, não por desconsideração, mas por mera falta de tempo. E agora, mesmo com a recente onda de spam em instant messengers, convidando usuários a se associarem à sites rivais do Orkut, a tendência é que eu permaneça fiel apenas ao original. Por quanto tempo? Não sei.

Mulan

Comece a assistir a um filme — ou melhor, a um desenho animado — embalado pelas críticas (negativas) de outras pessoas e tudo o que você vai esperar é que aquilo que lhe foi dito seja verdade. Ao assistir à Mulan (Mulan, IMDB), animação da Disney de 1998, a minha expectativa era de todo ruim. Mas logo nos primeiros minutos de filme, felizmente, vi que todas as críticas estavam erradas.

Na China antiga o imperador se vê às voltas com um inesperado ataque de hunos, dispostos a tomar seu império, para isso não medindo esforços nem violência. Ele então manda que cada família indique um homem para lutar no exército chinês contra a iminente ameaça, servindo a seu império e defendendo a honra de sua casa. Neste cenário de guerra encontra-se Mulan que, como qualquer moça de sua idade, quer honrar sua família conseguindo um bom marido. Classificada pela casamenteira local como uma mulher desajeitada e que nunca conseguirá um marido, Mulan vê tudo piorar quando descobre que o único homem de sua família, seu pai, já debilitado, é quem obrigatoriamente terá que lutar pelo imperador.

Num ato de coragem — e precipitação — Mulan toma o lugar de seu pai e parte para a guerra, disfarçada como um verdadeiro soldado chinês. A família, preocupada, invoca a proteção de seus ancestrais, e Mulan se vê auxiliada pelo pitoresco dragão Mushu, que aliás, junto com o grilo de estimação da família, é responsável pelas cenas mais hilárias do desenho. Neste caso, todas as críticas que eu ouvi estavam mesmo erradas: Mulan me fez rir adoidado, me emocionar, e até chorar. Vale muito à pena assistir.

Gafe

— Alô? Mãe?
Apenas o chiado da ligação, muito ruim.
— Mãe? — nova tentativa.
Finalmente uma resposta. Não muito educada, mas uma resposta:
— Sou sim. Mas não a sua.
— Ah, claro. Me desculpe.

Esta conversa telefônica, travada entre este que vos escreve e uma anônima interlocutora — não muito educada mas que estava muito certa do que estava dizendo —, aconteceu ontem enquanto eu estava no Aeroporto de Guarulhos para deixar minha esposa, que foi visitar a família durante um mês, e foi pra Salvador por um vôo da Gol. Meus pais estavam com a gente, mas pararam pra ver uma exposição de quadros e nos perdemos deles na multidão. A ligação foi pra tentar localizá-los.

O problema, originador da gafe, rendeu-me uma nota-lembrete na memória: Saiu da sua área de cobertura? Lembre-se de usar o código DDD, Daniel. A tentativa seguinte, obviamente, deu certo. 😛

Disputa Acirrada

Me perdoem por escrever dois posts seguidos sobre o mesmo tipo de assunto, mas é que eu não pude resistir a informá-los de que o Ask Jeeves, site de busca que sempre esteve na disputa — na minha opinião, um ou mais passos atrás, obviamente — com o Google e o Yahoo! pela preferência dos internautas, parece estar se mexendo pra valer nos últimos tempos. Mais especificamente, nas duas últimas semanas.

Primeiro foi a compra do famoso agregador on-line Bloglines, noticiada amplamente, inclusive pelo amigo Neto Cury. O serviço, segundo andei lendo e apurando, deve ser integrado ao portal da Ask já na próxima semana: A página inicial do Ask Jeeves já anuncia, para quem quiser ver, o seguinte: Ask Jeeves Welcomes Bloglines! The premier resource for news feeds and blogs.

Se teremos uma versão paga do agregador, como questionou o Neto, eu não sei. Mas lendo o blog do próprio Ask Jeeves, me deparei com algumas palavras de seu vice presidente de propriedades de busca, Jim Lanzone, a respeito dos planos da companhia para o agregador, entre os quais está a criação de um sistema de busca de conteúdo em blogs usando tecnologia de ponta, objetivando a rapidez:

In terms of integration with Ask Jeeves, one of our first priorities will be to pair the Bloglines team with our Teoma search technology team to build world-class blog search. We’ll also help distribute Bloglines to a broader audience, from MyJeeves to the portal properties we own that collectively make Ask Jeeves the 7th ranked property on the Web.

A iniciativa de integração proposta pelo Ask Jeeves é, para mim, muito interessante, e merece atenção. à princípio, acho que, ao invés de ser prejudicado, o usuário vai é ser beneficiado. Além do próprio Bloglines, que não deve perder nenhuma das funcionalidades já existentes, o MyJeeves, mencionado por Lanzone, é uma espécie de portal com espaço ilimitado para o armazenamento de bookmarks coletivos, no estilo dos já consagrados del.icio.us e Furl. Dá até pra conhecer o serviço antes de usar.

A segunda iniciativa do site do mordomo tem a ver com navegadores web. Também anunciada em seu blog, uma conversa entre a empresa e os responsáveis pelos projetos Mozilla leva a crer que eles estejam querendo contribuir com o navegador mais genial do mundo: Seria apenas para criar plugins ou a coisa iria mais fundo, como sugerem algumas fontes de notícia, e a Ask estaria mesmo dormindo com o inimigo para depois lançar no mercado seu próprio navegador web?

Acho que algumas respostas virão apenas com o tempo. Enquanto não as temos, fica a sensação de que a coisa toda está se transformando numa disputa acirrada: Temos visto diversas iniciativas do Google em diversas áreas, inclusive na blogosfera. Que resposta estará Deus preparando para a compra do Bloglines? Aguardemos. Enquanto isso, a Ask devia se preocupar mesmo é com o Yahoo!, que, segundo rumores, parece estar dando sinais de que vai lançar, ele também, um agregador de notícias.

Mais uma do Google

Depois do alerta que meu amigo Marcelo Glacial fez a respeito do Google e de suas artimanhas para dominar o mundo comendo pelas beiradas, há algum tempo atrás, nada mais posso fazer a não ser concordar. Ainda mais porquê soube de mais um passo que a empresa de busca deu nessa direção.

O buscador mais famoso do mundo está querendo hospedar os projetos da Wikimedia. O mais famoso deles, uma fonte de referência universal pra mim há muito tempo, é a Wikipedia, para a qual vários posts meus contêm links, aliás. Não se sabe ainda se a coisa irá adiante, mas uma reunião privativa entre membros da Wikimedia e o Google está marcada para o mês de março de 2005.

Enquanto isso, os boatos correm soltos no fórum de discussão: Estaria o Google interessado em alguma promessa comercial que estaria vendo nos projetos da Wikimedia? Será possível que todo o — maravilhoso — conteúdo disponibilizado até agora free of charge estaria condenado a ser acessado mediante pagamento de taxas? Acho que desse mato ainda vão sair mais coelhos… [ Via MeFi ]

RFIDs do Mal

Você compra um produto e deseja saber sua localização exata, desde o momento da compra, até o momento em que ele é entregue a você, na porta da sua casa, pela transportadora. Para isso acessa um browser que esteja próximo e, através do próprio site onde você efetuou a compra, obtém sua resposta rapidamente. Pode até ser via celular, enquanto você estiver trabalhando. Loucura? Há anos atrás isso poderia ser uma coisa de louco, uma conversa pra boi dormir, ou até mesmo história de pescador. Há anos atrás. Porquê atualmente conta-se com a moderna tecnologia de RFID, ou identificação através de rádio-frequência.

Entre as utilizações mais comuns deste sistema de rastreamento, implementado normalmente através de etiquetas adesivas que possuem chips e/ou antenas capazes de emitir e receber sinais de fontes próximas, estão a identificação de animais, o rastreamento de produtos — como citei — e a localização de veículos roubados. Todas estas utilizações, e algumas outras que nem mencionarei aqui, fazem com que minha opinião sobre a RFID seja a mais otimista possível. Uma tecnologia dessas a serviço da humanidade torna nossas vidas mais fáceis, diminui nossas preocupações e nos poupa um bocado de tempo, não é mesmo?

Para um grupo de pais que têm seus filhos matriculados em uma escola do condado de Sutter, na Califórnia, a opinião podia até ser a mesma. Ela mudou radicalmente depois que a tal escola, sem qualquer consulta ou autorização prévia dada pelos responsáveis, passou a exigir que seus alunos usassem, presas a si, etiquetas de identificação equipadas com RFID. Dentre os 587 alunos matriculados na escola, apenas os da sétima e oitava séries estão obrigados a usar as etiquetas, por enquanto.

Para se ter uma idéia da comoção da comunidade, o jornal conta que uma das crianças, de 13 anos, chegou em casa após o primeiro dia de aula e mostrou a etiqueta para seus pais dizendo que se sentia como “um produto, um pedaço de carne, uma laranja”.

Eu ouço cada vez mais pessoas dizerem que vivemos num mundo cada vez mais Big Brother. Situações como essa me fazem pensar que nossa privacidade pode acabar correndo riscos onde menos se espera. A escola diz que os alunos só precisam usar a etiqueta dentro de suas instalações. Mesmo assim, imagine um guarda monitorando uma ida sua a algum lugar lá dentro. Ao banheiro, por exemplo, já que dois deles estão equipados com sistemas de reconhecimento das etiquetas… Seria o cúmulo. Se a questão toda é segurança, como diz a escola, será esta a melhor solução?

Diz-me se és humano…

…e eu lhe direi se podes comentar um ou mais de meus posts. É isso, meus amigos. Depois de deletar, na manhã de hoje, mais de 70 comentários indesejáveis de spam do meu blog, cheguei ao meu limite. Não aguento mais abuso destes malditos robôs de spam. Obviamente, o desconforto de ver tais mensagens indesejáveis aparecendo na página vocês não tiveram. Modero todos os comentários onde conste pelo menos um link, e tenho deletado de dois a três deles diariamente, o que já estava me dando nos nervos. Resolvi dar um basta nesta história.

Depois de ter tentado a mesma solução de meu amigo Neto Cury, sem sucesso, uma busca de soluções para este problema, realizada com a ajuda de Deus, me levou a um bom repositório de armas contra os spammers. Mas não foi dali que retirei minha solução. Acabei encontrando um plugin chamado Bot Check, que baixei imediatamente, instalei em menos de 5 minutos e que já se encontra em funcionamento neste site, a todo vapor. A única coisa que precisei fazer foi adaptar duas linhas de código, pois estou usando o WordPress 1.5.

O Bot Check não chega a ser uma implementação de CAPTCHA — Completely Automated Public Turing Test to Tell Computers and Humans Apart —, mas funciona. Ele trabalha apenas com códigos numéricos, cujo comprimento eu fixei em 5 dígitos. Soluções mais interessantes, estas sim, usando CAPTCHA, tendem a aparecer logo logo, vindas de programadores que sabem do que estão falando. Enquanto isso, peço a colaboração de todos vocês que gostam de ler este meu humilde blog. Para digitar o código extra e também para se unir a mim numa poderosa corrente que fará com que todos os spammers do universo tenham dores de dente nos dias pares e ímpares 🙂

Jogos Mortais

Até que ponto uma pessoa chegaria ao lutar para manter sua própria sobrevivência? Qual o limite do suportável, física e psicologicamente? Em Jogos Mortais (Saw, 2004), novíssimo thriller policial que estreou esta semana nos cinemas, um serial killer parece estar disposto a descobrir a resposta para estas perguntas, através das vítimas que escolhe.

O filme, centrado em dois personagens, um médico cirurgião, o Dr. Lawrence Gordon (Cary Elwes) e um fotógrafo freelancer, Adam (Leigh Whannell), mostra pessoas colocadas em situações extremas em que, para escapar da própria morte, se deparam com escolhas terríveis, que muitas vezes acabam, senão em suas próprias mortes, causando-lhes mutilação ou sofrimento. Os dois personagens se vêem, de repente, em um cenário inusitado, desesperador e diferente, vítimas do serial killer e presas em seu joguinho de vida-e-morte: Para sobreviverem, precisam jogar, mesmo que isso signifique perder a própria vida.

Contando apenas com a própria sorte e suas próprias escolhas, os dois têm que tentar escapar da armadilha em que foram aprisionados, enquanto, lutando contra o tempo, um policial obstinado, o detetive David Tapp (Danny Glover), tenta a todo preço capturar o maníaco por trás das mortes. Com um ambiente carregado de suspense, a cada minuto este filme tende a nos fazer imaginar que já sabemos quem está por trás desta insanidade toda. Mas as aparências podem enganar. Jogos Mortais é o tipo de história em que cada detalhe conta, e que, a cada minuto, muda, com um final surpreendente. Vale a pena assistir.

Tampinhas de Garrafa

É interessante como, de uns tempos pra cá, tenho me tornado um viciado em jogos feitos em Flash. Sites como o Yahoo Games ou os dos estúdios especializados Pop Cap Games e Game House têm sido pontos de visitação obrigatória pra mim, na busca desses pequenos passatempos, principalmente os que envolvem raciocínio, os chamados puzzle games. Nessa busca incessante, já me deparei com surpresas muito boas, como Bejeweled 2 e Gem Drop, o que tem me garantido horas a fio de diversão, não só pra mim, mas também para a maior viciada nestes jogos que eu conheço: Minha esposa.

Como o bom e velho Collapse já estava fazendo meus dedos doerem, de tanto clicar com o mouse, resolvi sair à busca de mais uma novidade para me entreter durante o feriado de carnaval, que passamos em casa. Depois de algumas buscas utilizando as palavras-chave apropriadas, acabei encontrando o estúdio MumboJumbo, e lá, um dos joguinhos mais viciantes que eu já joguei nos últimos tempos: Mad Caps.

Em Mad Caps o objetivo não difere muito de outros jogos de quebra-cabeças conhecidos: Você precisa eliminar peças do tabuleiro, desta vez, tampinhas de refrigerante, formando sequências de 3 ou mais tampinhas na horizontal, vertical ou diagonal. Há tampinhas com bônus ocultos e algumas têm letras gravadas atrás: Formando palavras ocultas, pode-se aumentar o placar vertiginosamente. Para aumentar a dificuldade, tampinhas pretas impedem os movimentos e é necessário contar com auxílios especiais, como foguetes, alienígenas e bombas para seguir adiante, durante horas que vão passar como se fossem minutos. Se você, como eu, gosta do gênero, eu recomendo…