Xô, Xeretas!

Que o mundo anda cada vez mais cheio de câmeras digitais, isso não é novidade. Qualquer pessoa pode hoje em dia ter a sua, utilizando o dispositivo para registrar seus momentos de diversão, reuniões sociais e o que mais vier à cabeça. Acontece que, da mesma forma que as câmeras digitais facilitam a vida de pessoas comuns como eu ou vocês, que lêem este humilde blog, também prejudicam a vida de celebridades.

Os inimigos naturais dos famosos, os tão bem conhecidos paparazzi, se aproveitam também da tecnologia para que possam registrar momentos íntimos das celebridades, muitas vezes colocando-as em situações constrangedoras, e sofrendo por conta disso inúmeros processos que correm soltos na justiça.

Se depender da Hewlett-Packard, no entanto, os dias de festa desses fotógrafos inconvenientes — ao menos os que usam as câmeras digitais — podem estar contados. A HP registrou uma patente nos Estados Unidos no final do ano passado que diz respeito a um novo sistema que seria capaz de desfocar as fotos tiradas por câmeras digitais.

O interessante é que a invenção seria capaz de detectar apenas os rostos das pessoas, desfocando-os nas fotos, e deixando o restante da imagem intacto. Ativado por controle remoto, um sensor agiria num determinado raio ao redor daquele que deseja ser protegido, embora não se saiba o alcance do mesmo. Ao mesmo tempo, ao focalizar uma celebridade que estivesse protegida pela invenção, o fotógrafo inconveniente seria brindado com uma mensagem de alerta, que diria “Sem fotos, por favor”. Embora precise ser aprovada, a utilização de um sistema como esses, que aliás não tem data de início de comercialização prevista, poderia fazer com que esses fotógrafos abelhudos tivessem que procurar outro emprego…

Perto Demais

A bela mocinha da imagem que ilustra este post é Natalie Portman, atriz israelense de 23 anos que é uma das estrelas de Perto Demais (Closer), filme que a Alê e eu decidimos ir assistir no cinema hoje, procurando por um pouco de diversão. A história do filme, um drama romântico, é bastante confusa, e confesso que eu não me lembro de ter assistido a um filme do qual eu não tivesse gostado tanto. Eu lhes explico porquê.

Vocês conhecem casais volúveis? Pois bem. Perto Demais é uma história que fala basicamente de casais volúveis. Temos o primeiro casal, formado por Dan (Jude Law), um escritor de meia-pataca que escreve obituários para o jornal e que encontra por acidente a bela mocinha da imagem deste post, Alice Ayres (Natalie Portman), de visita a Londres depois de abandonar sua carreira como stripper em Nova Iorque. Encontra por acidente mesmo: Ele a acompanha ao hospital para se certificar que ela está bem depois de quase ter sido atropelada enquanto os dois trocavam olhares na rua. Temos também o casal número dois, formado pela fotógrafa Anna (Julia Roberts) e pelo médico dermatologista Larry (Clive Owen).

O casal número um se ama e o casal número dois se ama. “Felizes para sempre”, certo? Errado. O homem do casal número um se apaixona pela mulher do casal número dois, e usa sua própria mulher como musa pra tentar conquistá-la. Enquanto isso o homem do casal número dois se envolve com a mulher do casal número um, que ama mesmo é o homem do casal número um, ou seja, seu próprio homem. A mulher do casal número dois se envolve com o homem do casal um, mas acaba casando mesmo é com o homem do casal número dois, que é seu próprio namorado. Os homens dos casais conversam pela internet, brigam pela mulher do casal número dois e a mulher do casal número um, bem… é melhor que eu pare por aqui. A história já é confusa por si mesma.

Costumo medir o meu grau de satisfação com um filme de acordo com o número de vezes em que eu me ajeito na poltrona do cinema durante a exibição. Quero dizer que, se eu acho o filme bom, não dá tempo de pensar na posição em que eu estou sentado, e então isso quer dizer que a história está me prendendo do início ao fim. Se o filme se torna maçante, como é o caso deste, pelo menos pra mim, então lembro que estou desconfortável e ficar sentado parece algo próximo de um sacrifício supremo. Se o filme em inglês se chama Closer (o que quer dizer Mais Próximo), tudo bem. O fato é que talvez Perto Demais tenha sido uma boa escolha pro título traduzido: Perto demais de encher qualquer paciência. Perto demais de me fazer levantar e ir embora no meio da sessão. Nem a bela Natalie salvou o dia.

Dragostea PQP

Há uns 3 meses uma amiga minha chegou de viagem da Espanha e me pediu desesperadamente pra que eu encontrasse pra ela, usando qualquer meio que fosse, uma música chamada Dragostea Din Tei. Essa música, do grupo romeno O-Zone, é uma febre mundial hoje em dia, e é executada em mais de 23 países só na Europa: Eis o motivo, aliás, pelo qual minha amiga quis que eu procurasse pela música.

Qual não foi a minha surpresa quando descobri que o Latino gravou uma versão dessa música, e chamou de Festa no Apê? Pior ainda: Dia desses, através de fontes fidedignas, encontrei um clipe de vídeo home made da música, feita por um pessoal no mínimo alternativo. Acabei achando o vídeo uma comédia, e trouxe pro pessoal do serviço dar uma olhadinha.

Logo, dezenas, talvez centenas de pessoas, tiveram acesso ao vídeo, que eu deixei em uma área temporária da rede. Agora estou pagando o preço: Festa no Apê é o que eu chamo de música grudenta. Você tenta, tenta e tenta esquecer. Até consegue, mas, pela quantidade de pessoas expostas à ela, assim que esquece logo aparece alguém pra lhe lembrar: “Hoje é festa, lá no meu apê… pode aparecer…”. Definitivamente, eu mereço.

Eu? Não vi, não!

Quando eu era menor e morava com meus pais, me lembro de que adorava assistir ao Programa Sílvio Santos. Eu me lembro de vários quadros antigos apresentados por Sílvio Santos, como o Domingo no Parque, o Namoro na TV, o Qual é a Música, que por sinal voltou a ser exibido recentemente pelo SBT, entre tantos outros. Mas um dos meus favoritos de todos os tempos era o Topa Tudo por Dinheiro. Não apenas pelas brincadeiras realizadas pelo Homem Sorriso com seu auditório — o mais feminino do Brasil —, mas também porquê o quadro apresentava as — então originais — Câmeras Escondidas.

Diversas situações, que com o tempo aprendi que eram na realidade “armadas para parecerem reais”, me faziam às vezes chorar de tanto dar risada. Eu me lembro que no colégio, quando eu ia comentar alguma dessas câmeras escondidas, a maioria dos meus coleguinhas me dizia assim: “Eu não vejo Sílvio Santos. Acho brega”. Ou então diziam assim “Ah, eu vejo sempre, mas ontem, especificamente, eu não vi”. Era como se eles todos, não 100% deles, mas a grande maioria, resolvesse não admitir que assistia sim um programa que era, no mínimo, bastante popular, por acharem que isso era motivo de piada por parte dos outros. Me lembro também que eu, cansado de ouvir as mesmas respostas, comecei a dizer pra quem eventualmente perguntasse pra mim se eu assistia ao Sílvio Santos, que eu não assistia. Mas a minha mentira tinha pernas curtas: Era só alguém descrever uma situação qualquer do programa que eu dizia assim: “— Ah, eu acho que isso eu vi. Estava passando pelo quarto da minha avó quando estavam mostrando isso. Vi sim”.

Com o tempo, obviamente, parei de ligar pra isso. Hoje em dia eu assisto o que eu quiser, doa a quem doer. No entanto, vivo observando situações parecidas até hoje. Minha esposa, por exemplo, quando começou o Big Brother 5, me disse que não iria ver um só episódio, que não gosta do gênero e que acha muito bobo o programa. Qual não foi a minha surpresa — e motivação pra este post — quando, indo ao nosso quarto instantes atrás, me deparo com ela… assistindo ao Big Brother?

— Ah-há!!! Assistindo Big Brother, hein? (após chegar de supetão)
— Eu? É claro que não! Só estava passando…

Reação de incredulidade da minha parte e resposta dela, imediata:

— Isso? Ah, é que eu só quero ver quem é que vai ser o líder… Pra ver se o Jean…
— Jean?
— É, se ele vai conseguir pegar a liderança e emparedar o PA ou o Doutor Rogério…

Sabe até o nome dos participantes. Hmmmm. Me parece a desculpa que eu dava com o programa do Sílvio, anos atrás. Mas é normal. Acho eu que todos nós temos pelo menos um entre determinados programas que, embora elejamos como favoritos, mantemos escondidos em nossos sub-conscientes e não revelamos que gostamos pra ninguém. Vergonha? Não sei. Só sei que se procurar bem no fundo da minha mente, vou me lembrar que eu assistia a tantas coisas que podem ser classificadas como trash que o meu vício por novelas (quase todas), seria fichinha perto delas…

Você tem medo?

“Foi dificílimo. Morro de medo de mexer, de apertar a tecla errada e apagar tudo (…) Se eu tivesse qualquer outra opção, sairia de lá para fugir daquelas máquinas”.

O depoimento acima, dado por uma atendente de supermercado quando descobriu que seria transferida para o setor de atendimento da agência dos Correios que fica dentro de seu local de trabalho, e que por isso precisaria aprender a usar o computador, bem como o sistema da empresa, demonstra um caso que embora pareça absurdo é mais comum do que se pode imaginar. Heloisa Helena Barros Innocêncio, a funcionária que falou à PC World, chegou a sofrer crises de choro, dores de estômago, taquicardia e insônia por conta do medo que tem da tecnologia, ao qual já se batizou de tecnofobia.

O caso de Heloísa, que eu relatei acima, apesar de ser bastante comum no que diz respeito à medo das inovações tecnológicas, não é muito frequente no que diz respeito às suas reações. É isso que diferencia a tecnofobia de outras fobias, como a claustrofobia, o medo de andar de avião ou aquele pavor enorme que a sua namorada sente quando vê uma barata circulando pelo chão e te pede pra vir em socorro: As pessoas não entram em pânico, gritam ou pulam pra cima de uma cadeira só por ver um mouse na sua frente.

Os principais afetados pela tecnofobia parecem ser, de acordo com a reportagem, além das pessoas com menor renda e menos acesso à educação formal, os idosos. Embora eu não discorde desse fato, sei de dois contra-exemplos: O primeiro vem do fato de eu ter dado aula por muito tempo em uma famosa escola de informática. Tive diversos alunos de mais idade por lá e, felizmente, todos eles se mostraram muito abertos e, por vezes, mais espertos que muita gente mais nova que dividia as turmas com eles. Os idosos, quando não têm a tal da tecnofobia, se mostram até mais interessados.

O segundo caso é familiar. Minha avó Amélia que, por sinal está completando hoje 85 anos de vida, não dispensa suas partidinhas de Paciência no computador da minha mãe. Ela já se tornou praticamente uma veterana no jogo, e demonstra que, mesmo precisando ainda aprender alguns truquezinhos a mais, não tem medo do computador.

Não espero que nenhum dos leitores do meu blog sinta fobia pela tecnologia. Obviamente, se este fosse o caso, não estariam lendo este post, e nem perto de uma máquina tão complexa quanto um computador. Mas lembrem-se: A tecnofobia é um mal muito comum e pode estar mais perto do que você imagina. Afinal de contas, quantos de nós sabemos usar todas as funções do celular ultra moderno que carregamos, ou operamos com maestria os famigerados controles-remoto de aparelhos de DVD, vídeos-cassete de múltiplas cabeças ou calculadoras científicas? Será isso preguiça de mexer ou tecnofobia? Vocês me dizem.

Derretendo?

Qualquer criancinha sabe que o Monte Everest, que fica na fronteira da China com o Nepal, é o ponto mais alto do Planeta Terra. Isso está em qualquer livro de geografia barato. Mas será que os livros precisarão ser editados, e todo o conhecimento que nós temos sobre o Everest precisará ser alterado? Digo isso porquê acabo de ler uma notícia que afirma que o pico está encolhendo devido ao efeito estufa.

De acordo com a notícia, a primeira medição de altura realizada no Everest indicava que ele possuía 8848 metros de altura. Esta medição, feita em 1954 por um indiano, utilizando um aparelho chamado teodolito, imprecisa mas suficiente para a época, foi realizada novamente por americanos em 1999, através de sistemas de GPS. A nova medição constatou que o Everest havia “crescido dois metros”.

Pois bem: os 8850 metros do Everest serão medidos novamente por cientistas chineses, que afirmam que suas pesquisas apontam uma diminuição de 1,3 metros por causa do aquecimento global: O gelo do topo estaria derretendo. Independente do encolhimento ser realmente apurado ou não, o fato é que o Everest deve ter mesmo sua altura alterada: Movimentos de placas tectônicas podem estar fazendo com que a montanha cresça cerca de 1 centímetro ao ano. Controverso demais. Acho melhor esperar pelo novo dado e aguardar pra saber se, na média, entre crescimentos e diminuições, a altura não vai se manter.

Quer ver as minhas fotos?

No final do ano passado fui pra Ubatuba, passar por lá a virada do ano. Obviamente, agora que estou munido de uma câmera digital, não poderia deixar de levá-la comigo pra que eu pudesse registrar alguns momentos e guardá-los como recordação. A facilidade que temos hoje em registrar estes momentos, transformando-os imediatamente em imagens publicáveis na web, através das câmeras digitais, faz com que muita gente descubra em si o fotógrafo oculto que há muito tempo estava guardado e que — muitas vezes — a gente nem se dava conta. Mais do que isso, o fenômeno da foto digital faz com que a gente acabe compartilhando os momentos que passamos em companhia da família e dos amigos com muito mais frequência do que nunca.

Eu costumo armazenar as fotos que tiro, depois da compra da câmera digital, em um site especializado. Muita gente também faz o mesmo, já que é bem prático e permite que várias pessoas — principalmente as da sua própria família — possam ver os seus últimos cliques, que podem ter registrado tudo: O primeiro dentinho do bebê, aquela festa de casamento à qual você não foi, a formatura do irmão, ou o que quer que seja. Em contra-partida, há ainda muita gente, é claro, que recorre à fotografia convencional e aos álbuns de fotos em papel e plástico. Há muitos desses álbuns guardados aqui em casa, assim como, eu sei, na casa de muitos de vocês: muitas vezes é até preferível utilizar-se das máquinas fotográficas comuns para registrar as imagens, entre outros motivos porquê a qualidade de uma foto convencional ainda não foi alcançada pela foto digital.

Agora vem a grande questão: Qual a grande vantagem do álbum digital sobre o convencional? Já disse antes que uma delas é o alcance das imagens, que podem viajar milhares de quilômetros até alcançar aquele seu ente querido que está longe, ou um amigo em intercâmbio no exterior, proporcionando-lhe o prazer de curtir suas fotos, muitas vezes até em um bate-papo on-line com você. Mas a vantagem mais interessante é a que eu destaco agora: Os álbuns digitais são resumíveis! O que eu quero dizer é que, ao se abrir um álbum digital, a pessoa pode clicar apenas nas miniaturas das fotos que lhe parecerem interessantes. Muitas viagens e acontecimentos sociais ou familiares acabam sendo registradas com centenas de fotos, mas nem todas, convenhamos, são 100% interessantes.

Muitas vezes algum amigo meu me pergunta se eu quero ver suas fotos do batizado, da primeira comunhão, do baile de formatura, do churrasco no sítio ou sei lá mais o quê. Eu sempre me prontifico a ver as fotos, mesmo porquê eu adoro fotografia e sou o primeiro a sair tirando fotos de tudo quanto é coisa. Mas também muitas vezes começo a folhear o album mais rapidamente… nem todas as fotos são fotos que me chamam a atenção. Assim sendo, qual a conclusão? Embora a fotografia convencional seja mil vezes melhor que a digital — pelo menos por enquanto —, os álbuns eletrônicos são um caso à parte e dão um banho nos de papel. Não acham?

Em tempo: A imagem que ilustra este post é uma tirinha da simpática Lola, dos cartunistas Steve Dickenson e Todd Clark.

Hein?

Quando eu era menor, morava num prédio de apartamentos onde um amigo meu, que eu sempre considerei um primo por conta dos pais dele serem padrinhos da minha irmã, costumava ouvir música nos volumes mais ensurdecedores que se pode imaginar. Suas preferências musicais, que até hoje são inúmeras, mas que convergem para o heavy metal, trash metal e diversos outros tipos de alguma-coisa-metal, sempre causaram as mais diversas reações:

— Alô? É o Fulano? O vizinho do 191 está reclamando do volume!
— O quê?
— O volume! Está muito alto! Estão reclamando!
— Hein?
— O volume!
— Ah, certo… o… como é?

Meus pais costumavam comentar, e a gente mesmo, que sempre andava com ele pra cima e pra baixo, sempre comentava que, desse jeito, ele ia acabar ficando com a audição prejudicada logo logo. Graças a Deus isso não aconteceu com ele (bem, talvez apenas um pouquinho), mas essa história me veio à cabeça porquê vi que descobriram fundamento científico para a coisa: De acordo com uma pesquisa realizada pelo CNB — Conselho Nacional do Ruído, na França, a música que vem de walkmans (no caso do meu amigo, do próprio microsystem que ele tinha) e discotecas em um volume muito alto pode deixar as pessoas, principalmente os jovens, surdos de uma forma irreversível. Até a música das caixas de som do computador colabora…

Como se vê, a sabedoria popular, de certa maneira, sempre está correta: Ou vão me dizer que os pais de vocês, ou qualquer outra pessoa, nunca lhes disse que se você não abaixasse o volume, não ia ouvir mais nada no futuro? Sábios são os mais velhos 🙂

Vila de Brothers

Você acorda pela manhã, se levanta, vai tomar um belo de um banho pra espantar o resto do sono que ainda consome seu corpo. Depois disso toma um café às pressas e vai correndo trabalhar, não sem antes pegar as crianças e deixá-las na escola. Quando chega no trabalho, é torturado por mais um dia estressante, daqueles que parecem que são intermináveis. Nem a sua hora de almoço, momento em que você costuma tentar dar aquela relaxada, serve para quebrar a tensão. Esgotado, você volta pra casa, passando antes pelo mercado para comprar pão. Quando você está saindo pra ir em direção ao carro, tropeça e derruba suas compras. Irritado com a fadiga e o estresse, acaba proferindo palavrões sem tamanho, resmungando sobre o belo dia que você teve enquanto dá murros no ar, para aliviar a raiva. Olhando pra cima enquanto esmurra o nada, você a vê, bem ali, estática, te observando: a câmera.

Tudo, desde o momento em que você acorda, até o momento em que você se deita, passando por suas atividades diárias em meio à cidade, trabalho, escola, academia, igreja, etc, está sendo gravado. Parece algo que você já viu? Eu não estou falando do filme The Truman Show, nem tampouco do livro de George Orwell, 1984, que deu origem à série Big Brother, sucesso de público, com versão brasileira exibida pela Rede Globo. Quero dizer… neste último caso, se você pensou que se tratava do próprio Big Brother, quase acertou.

Estou falando mais especificamente dos criadores da série, a empresa holandesa de entretenimento Endemol. Segundo pude apurar, alguns produtores alemães estão pensando em criar uma Vila Big Brother. Em uma localidade próxima da cidade alemã de Cologne, a Endemol adquiriu uma área de 4000 metros quadrados, e está ali construindo uma cidade completa, com igreja, biblioteca, agências bancárias, escolas e casas separadas. Claro que toda esta infra-estrutura está rodeada delas, as câmeras. Na Alemanha, o Big Brother – Das Dorf (Big Brother — A Vila) estreiará em março.

Como eu dei a entender no começo desse post, a diferença é que os participantes não passarão curtos períodos de tempo vivendo na Vila. A idéia dos produtores é que os candidatos passem anos a fio nela, morando, trabalhando, casando, se divorciando, tendo filhos e até morrendo dentro da mini-cidade. Já existem candidatos: Pelo menos duas dúzias de adolescentes já confirmaram sua participação no show, e irão se juntar à figurantes que agirão como moradores. Eu não sou necessariamente fã dos formatos de reality show existentes atualmente. De qualquer forma, me desperta a curiosidade um programa como esse porquê eu não sei se alguém conseguiria viver por vários anos consecutivos em um local assim, artificial. Eu talvez me sentisse vivendo dentro de uma partida de The Sims

Telinha

É claro que aqueles que gostam do gênero podem muito bem assistir ao Big Brother Brasil 5. Aliás, com o mais novo lançamento da Samsung, aqueles que são fãs de televisão em geral — como eu — podem assistir ao que bem entenderem. Trata-se de um modelinho simples, com tela de 102 polegadas, que possui, para aqueles que desejarem, um irmãozinho menor, com tela de apenas 80 polegadas.

O modelo menor, que deve estar no mercado no segundo semestre, deve ter o preço módico de 40 mil dólares. E o preço do irmão maior, que aliás nem tem data ainda para ser lançado, nem sequer foi anunciado. Mas dá pra que a gente imagine, não é mesmo? No mínimo, ao invés de assistir aos brothers presos em uma casa cheia de comodidades, teríamos que ser um deles para, tentando pleitear o prêmio de 1 milhão de reais, sermos capazes de adquirir, do nada, um sonho televisivo desses…

pMachine

Embora eu utilize o WordPress como ferramenta para editar o conteúdo do meu blog, nunca neguei que simpatizo bastante com o desenvolvedor Rick Ellis e sua fantástica ferramenta para edição de conteúdo, o pMachine. O pMachine, aliás, logo após o Blogger, foi a primeira das ferramentas blogueiras a que eu aderi, tendo, antes de usar o WordPress, passado também pelo Nucleus CMS. Confesso que até hoje, mesmo tendo usado a versão Free, que permitia a edição de apenas um blog por licença (aliás, tal como o WordPress), sinto saudades de alguns dos recursos apresentados pela ferramenta.

Como nunca deixei de acompanhar o desenolvimento do software, que aliás evoluiu e se tornou o Expression Engine, assino seu newsletter. Eis que, para minha surpresa, recebo hoje o seguinte comunicado, acerca da versão paga:

It is with some sadness that I announce the official retirement of pMachine Pro. Today’s release of pMachine Pro version 2.4 marks the end of official development for this program. This was a very difficult decision for us, and one that took many months to make, but it was ultimately made by our users, who have almost universally embraced ExpressionEngine, our next generation publishing system, instead of pMachine Pro.

Although we will no longer actively develop pMachine Pro, we will continue to make it available for download. In fact, it will now be free of charge. We are changing the licensing, making pMachine Pro available for download at no cost. pMachine Free will be discontinued entirely, while pMachine Pro will continue to be made available.

Em resumo: Enquanto a empresa de Rick Ellis anuncia o fim do projeto pMachine, ao lançar sua versão 2.4, para que possa se dedicar inteiramente ao Expression Engine, a boa notícia é que a versão Pro, antes paga, suportando múltiplos weblogs por instalação, entre outras características interessantes, está disponível para ser baixada sem qualquer custo. Confesso que me dá vontade de voltar a utilizar o sistema. Pelo menos experimentar a versão Pro.

Eu sei que há desvantagens em se usar uma ferramenta descontinuada: A vantagem fundamental do WordPress é que seus desenvolvedores estão dia após dia criando novas atualizações e funcionalidades, e também há uma vasta rede de usuários que estão dispostos a auxiliar, mesmo quando problemas acontecem com as nightly builds. Mas honestamente, me deu um ataque de saudosismo. Tenho quase 100% de certeza de que o WordPress continuará sendo o carro chefe por aqui, mas quem sabe eu acabe experimentando montar um blog com o pMachine, só pra matar as saudades… 😉

Mr. Google

Um amigo meu, com quem eu já não trabalho mais, costumava me chamar, de brincadeira, pelo apelido de Mr. Google. Segundo o que ele dizia, isso era porquê a maioria das dúvidas que ele e os meus outros colegas de trabalho tinham, eu costumava solucionar através de buscas no famoso mecanismo, conhecido de todos. Outra explicação muito simples é que sempre me acharam uma pessoa demasiadamente tecnológica, visto que, entre outras coisas, até o meu casamento foi nascido de um bate papo na Internet: Tudo começou em 1996, quando conheci minha esposa, que aliás é de Feira de Santana, na Bahia, através de um bate-papo no IRC.

Apesar de eu não estar escrevendo este post com o intuito de contar a história toda, quero que saibam que, até certo ponto, ela se parece com a de um casal romeno, Cornelia e Nonu Dragoman. Os dois se encontraram, através de um bate-papo na Internet, tal aconteceu comigo e com a minha esposa. Eles vieram a se conhecer após três meses de namoro on-line (enquanto, no meu caso, foram 8 meses de espera até o encontro em pessoa). Os romenos acabaram tendo um filho, e nós também: No nosso caso, obviamente, esperamos ter quase 6 anos de casamento, e até o momento ainda não sabemos se o que teremos será um menino ou uma menina. No caso dos romenos, o bebê já nasceu, e é um menino.

Um menino chamado Yahoo. Resolveram batizá-lo assim porquê acreditam que a Internet teve um papel fundamental na vida deles, e que, sem ela, não teriam se conhecido. Na verdade, em uma homenagem ao pai da noiva, o nome do menino é Lucian Yahoo. Agora, só não esperem que eu batize meu filho de Daniel Google, ou coisa assim. Eu sei que é um direito do casal, mas cada maluco com a sua mania

Sou 1.5!!

É isso… depois de minutos fazendo o upload dos arquivos, sou o mais novo usuário da versão 1.5 do WordPress. Durante a semana não prometo modificar as coisas, mas no final de semana devo começar a colocar em prática algumas modificações mínimas no excelente template default do sistema, que agora é o Kubrick. Agora vou descansar… 🙂

Update 1: Resolvido o problema dos feeds RSS, conforme comentei no post anterior, agora surge um novo problema: Após a atualização para a versão 1.5 do WP, parece que não está sendo possível adicionar comentários! Será que alguém aí teve o mesmo problema e poderia me ajudar?

Update 2: Tudo em paz novamente… Após uma nova visita aos Nightlies do WordPress, acabei baixando o CVS de hoje, que corrigiu o problema. Isso me lembra que eu preciso arrumar um CVS Control System rapidinho… 🙂

W de w.Bloggar, W de WordPress

Marcelo Glacial me dispara o alerta:

Oi Daniel, beleuza?

Acho que você já começou a usar o w.Bloggar pra postar né? Notei porque não estou mais conseguindo ler os feeds RSS do seu blog pelos live bookmarks do Firefox.

A culpa, teoricamente, não é do w.Bloggar. Eu explico. Se você for em http://danielsantos.bluedomain.com.br/feed/rss2/ vai notar que aparece um erro. É que quando você posta usando o w.bloggar, ele converte os acentos dos posts para poder atualizar o DB. E isso “quebra” xml.

A solução seria retirar a opção de conversão de acentos do w.bloggar e reescrever (editar) os posts com os acentos convertidos.

O problema é que o wp 1.2 não aceita isso. A solução seria a migração para o wp1.5 (que é o que eu uso) aqui http://wordpress.org/nightly/

Realmente, eu comecei a usar o w.Bloggar para postar no WordPress. àqueles que, como o Glacial, acompanham meus posts via RSS, não se preocupem: Prometo corrigir o bug o mais rapidamente possível. Aguardem e confiem!

Update: Os feeds RSS estão de novo em funcionamento! Desativei a opção de converter letras acentuadas ao postar do w.Bloggar, conforme havia sugerido o Glacial, já que eu estou utilizando a versão 1.3 do WordPress no blog, que realiza a conversão automaticamente ao gravar o post. Mesmo assim, devo estudar a migração para a versão 1.5 (nightly), que parece ser bastante interessante.

em Etc | 252 Palavras

Testa

Eu sei que vira-e-mexe encontramos gente leiloando as mais diversas excentricidades no eBay. Mas o que este jovem, Andrew Fisher, de 20 anos, um americano residente em Omaha, nos EUA, está fazendo é, no mínimo, uma coisa inusitada. Precisando pagar seus estudos, resolveu colocar à venda algo que não só ele, mas todos nós, possuímos: Sua testa.

A intenção do jovem é que sua testa seja usada como outdoor, espaço publicitário onde ele está disposto a anunciar, por trinta dias seguidos, uma marca, um logotipo ou um endereço de website, por exemplo. Andrew diz que o anúncio tem que ser feito de forma que possa ser removível, mas que, durante o mês de propaganda, não retirará a propaganda de sua testa, onde poderá ser vista por todos.

Por mais que a idéia pareça doida, Andrew parece estar obtendo sucesso. Até o momento em que eu li a reportagem da Folha Online, seu anúncio tinha recebido 68 lances diferentes, sendo o mais alto deles no valor de US$ 820. A idéia parece estar sendo um sucesso. A questão é: Será que essa moda pega por aqui? Seria o fim dos homens-sanduíche?