Totó, Rex, Pluto…

Que o Jô Soares batizou seus cachorros com nome de gente, muita gente já sabe. Walter e Lúcio, seus companheiros caninos, são constantemente mencionados pelo apresentador durante a exibição de seu programa diário de entrevistas. Mas a peculiaridade não é só de gente famosa, não. Amigos meus batizam seus cães e outros animais de estimação com nomes próprios, a torto e a direito. Pessoalmente, eu devo lhes dizer, acho até algo interessante, engraçado. Ainda que eu acabe cruzando com um pastor alemão ou um papagaio chamado Daniel, não me importarei. É tudo parte do lúdico e da brincadeira. Afinal de contas, para endossar o fato, há até mesmo o nome de batismo da cachorrinha dos meus pais, que é Pâmela, diga-se de passagem, apesar de não a chamarmos assim… Mudamos seu nome pra Tuty.

Mas nem todas as pessoas acham que chamar animais de estimação por nomes próprios é saudável, ou divertido: Um projeto de lei do deputado Pastor Reinaldo (PTB-RS), em fase final de tramitação no governo, quer proibir que animais de estimação tenham nomes de gente. Quem desrepeitar a lei, uma vez que ela tenha sido aprovada, pagará multa ou será forçado a prestar serviços comunitários.

O parlamentar acredita que a medida evitará os constrangimentos nos encontros entre homem e animal que compartilham o mesmo nome, “em especial às crianças em fase de construção de sua identidade e personalidade”.

Se essa coisa realmente sair do papel, terei que guardar a sete chaves o nome do meu próximo bichinho de estimação: Quando eu o adquirir — se eu o adquirir, porquê moro em apartamento e não acho legal deixá-lo com pouco espaço — chamarei o dito de Caps Lock. Uma vez da informática, sempre da informática…

Flickred!

Mensagens nas fotos!Optei ontem por me tornar o feliz proprietário de uma conta Pro do Flickr, um serviço pra lá de interessante que conheci através da navegação pela web, através do del.icio.us e também por blogs de amigos, e estive testando no modo free durante os últimos 2 meses. O Flickr tem recursos que os outros sites de hospedagem de fotos possuem, é verdade, mas também há uma série de inovações que o torna melhor do que os demais.

Uma ferramenta chamada Uploadr faz com que seja a coisa mais fácil do mundo enviar as fotos para o site, onde ficarão armazenadas por tempo indeterminado. Enquanto os usuários da conta gratuita do serviço podem enviar 10Mb de fotos por mês para lá, usuários pro têm um limite de 1Gb, que se renova automaticamente a cada mês. Além disso, os usuários free poderão exibir em suas photostreams as últimas 100 imagens, enquanto que para o usuário pago esse não é um limite. Não há limite. Nem na photostream, nem no espaço em disco para o armazenamento de fotos. Pra mim, que estou começando a me deliciar com a fotografia digital, isso é uma coisa mais do que convidativa.

Mas, obviamente, a coisa não pára por aí: Você tem uma câmera no seu celular? Basta enviar as fotos que você acabou de tirar para o serviço, através de um endereço de e-mail específico para isso… Você tem um blog? Então você pode enviar suas fotos diretamente da photostream para sua página, porquê a API do serviço é compatível com o Blogger, com o Movable Type, com o WordPress e com mais uma penca de blogging tools por aí afora. Além desse diferencial, você ainda pode disponibilizar os feeds RSS de suas fotos on-line, além de colocar na sua página um badge, contendo os últimos instantâneos pessoais que você tirou.

Quer criar álbuns? Basta usar o Organizr, serviço que o Flickr disponibiliza on-line em Flash, para que seja simples arrastar e soltar quantas imagens você quiser sob uma classificação pré-definida, ou um álbum criado de última hora. Usuários gratuítos podem criar até 3 álbuns, ou photo sets. Usuários pagos não têm limite de criação de álbuns, nem do limite de fotos que eles possam vir a conter. Cada foto, seja do álbum, ou da photostream normal, pode ser definida individualmente como pública ou particular.

Mas há outras características do Flickr que também o fazem se destacar: O site pode fazer com que você forme uma espécie de comunidade de amigos, lembrando muito o aspecto social de outros sites, como o Orkut. Divida suas fotos com seus amigos, e leia ou deixe para eles testemunhos e comentários. Enquanto se faz amigos, é possível se maravilhar com o sistema de edição de fotos da ferramenta: O site todo é muito clean, e clicar em uma foto para editar seu título ou descrição é muito simples: Tudo acontece na mesma página, de forma muito bem organizada.

E se um evento ocorrer? No mês passado, por exemplo, fui a um casamento de um grande amigo meu em São Paulo. Além das fotos que eu tirei, haviam mais 5 câmeras digitais disponíveis por lá, e no final tivemos um troca-troca de fotos, porquê todos queriam ver as imagens de todos. Este é outro detalhe que pode ser resolvido pelo Flickr: Pode-se formar um grupo on-line e todos disponibilizam suas imagens em um único local.

Uma das coisas que também se pode fazer é adicionar uma nota à uma foto específica. Aliás, quantas notas se desejar adicionar… Isso faz com que seus visitantes, uma vez visualizando a foto e passando seus mouses por ela, possam exibir comentários extras, como se fossem recados em post-its. Se você é registrado no site e faz parte da lista de contatos do dono da foto, também poderá deixar notas em suas fotos. Isso também é uma brincadeira bastante divertida.

Estou ainda enviando muitas fotos para o site. Hoje mesmo tenho um aniversário pra ir, o que garante a obtenção de ainda mais imagens, reforçando e realimentando meu vício. No final de semana prolongado, um encontro com os amigos no sítio… Todas essas oportunidades de tirar fotos, dividi-las on-line com meus amigos e leitores, e ainda por cima, a constatação de que o Flickr funciona perfeitamente com um browser de verdade, me fazem ter certeza de que adorei fazer este investimento! E recomendo a vocês.

Linha Vital

Zagueiro Serginho, do São Caetano, morre após parada cardíaca no Morumbi

O jogador caiu sozinho em campo, por volta dos 15min do segundo tempo, quando a partida estava empatada por 0 a 0 –o jogo foi suspenso.

Os médicos do São Caetano, Paulo Forte, e do São Paulo, José Sanchez, tentaram reanimar o jogador ainda no gramado, com massagem cardíaca e respiração boca a boca.

Este é o tipo de incidente que ninguém gostaria de ver. Trata-se de uma fatalidade. Minha esposa me chamou agora há pouco para ver a notícia, que está passando em vários canais da TV. A partida entre São Paulo — meu time do coração — e São Caetano nem era um jogo que eu estava acompanhando, e por isso não sabia que tal coisa tinha ocorrido em campo.

A você, Serginho, que pelo menos possa descansar em paz. Sua juventude demonstra que acidentes desse tipo não são exclusividade de uma ou outra faixa etária. E se pessoas preparadas fisicamente como os esportistas vivem morrendo em campo (quantos casos já não ocorreram antes deste, aqui mesmo no Brasil ou no exterior?), quem dirá nós, aqueles que não praticam qualquer esporte?

Receitas Anti-Stress?

Ahhhh, o stress… que palavra mais chata e preocupante, essa.

Da definição que o dicionário me dá, meus amigos, descubro algo que me faz ter, no mínimo, “medo”. Stress é aquele estado físico ou emocional que causa uma tensão física corporal ou mental, e pode acabar até causando doenças. Embora essa definição seja mais parecida com aquelas chamadas que anunciam o Globo Repórter que o Sérgio Chapelin apresenta às sextas-feiras no fatídico horário pós-novela das oito, na Rede Globo, eu ando muito, mas muito mesmo, acometido por esse mal moderno.

Precisava de uma receita contra ele. Como aquelas que a gente vê nas propagandas de TV, sabem?

Então é tiro e queda, “dotô”: “Mel, limão, e uma pitada de sal”. Talvez algo mais adocicado e muito mais “gostoso”, como “Um copo da sua bebida favorita, pipoca debaixo do cobertor e um balde de sorvete Prestígio, da Nestlé”. Ler um livro favorito, falar com aquele seu amigo meio confidente, inventar passatempos, curtir a vida, talvez sejam opções mais eficientes… Mais alguém aí quer compartilhar uma receita dessas?

Dias Contados?

Você utiliza mais o seu celular ou o telefone fixo, aquele que está na sua casa? Eu, particularmente, acho que uso mais o celular. Isso porquê é com ele que eu me desloco de um lado pro outro enquanto estou trabalhando, dirigindo, ou enquanto estou passeando em algum lugar que não seja, obviamente, em casa. As pessoas precisam me encontrar? Celular. Eu preciso falar rapidamente com algum amigo meu? Celular. E é assim que eu acho que posso justificar meu caso de amor com esse invento que tanto nos auxilia hoje em dia.

Mas estariam os dias dos telefones fixos contados, devido a esta utilização cada vez maior dos aparelhos de celular? Ao que tudo indica, de acordo com uma pesquisa encomendada pela fabricante de celulares Nokia, parece que sim. Só nos EUA, Reino Unido, Coréia do Sul e Alemanha, mais de 45 milhões de pessoas, atualmente, recorrem apenas ao celular para fazer chamadas. As pessoas que ainda não estão aderindo 100% à linha móvel dizem que os motivos para que mantenham telefones fixos, entre outros, são o fato de suas tarifas serem mais baixas do que as de linhas celulares, e de linhas fixas permitirem acessos relativamente rápidos a Internet, em banda larga. A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, diz que este cenário vai mudar muito em breve.

Cá pra nós, acho que podemos arriscar dizer que, daqui a algum tempo, embora eu não queira aqui precisar quanto, realmente os celulares vão acabar prevalecendo. Hoje em dia fazemos tudo com um celular: Desde pagar contas, até baixar nossas histórias em quadrinhos favoritas. Só para dar um exemplo bem prático de inovação, fiquei sabendo hoje que a Vivo, operadora brasileira que eu nem precisaria descrever aqui, acaba de lançar um sistema baseado na tecnologia gpsOne, da Qualcomm. O serviço trabalha com localização via satélite, e vem em três pacotes diferentes:

O Vivo Localiza indica num celular a posição de outro celular, desde que haja autorização do usuário. Pais poderão saber com precisão, por exemplo, onde estão seus filhos naquele momento.

O Vivo Aqui Perto procura estabelecimentos comerciais próximos, como bares, restaurantes e cinemas, com distância e sugestão de rota.

Já o Vivo Onde Estou indica para o próprio usuário a localização de seu celular, com o nome da rua, número e bairro.


Minha operadora
não é a Vivo, mas até acho que gostaria de usar um serviço desse tipo: Bem ou mal, ele pode ser o tipo de concorrente inesperado para velhos veteranos da grande rede de computadores, que nos ajudam a traçar distâncias entre dois pontos num estalar de dedos, já que este serviço que citei por último, especificamente, agora precisa que uma mensalidade seja paga para ser usado. Não que os serviços da Vivo sejam gratuítos, obviamente…

Roubando Vidas

Roubando VidasDesde que, pouco depois de seu lançamento, em 1995, eu assisti à Se7en, os sete crimes capitais, comecei a me apaixonar pelo gênero thriller policial, embora desde então, para mim, poucos filmes tenham apresentado estórias tão surpreendentes a ponto de te fazer colar na cadeira. Quando li pela internet a sinopse de Roubando Vidas (Taking Lives, IMDB), filme estrelado por Angelina Jolie, com a participação de Jack Bauer, quero dizer, Kiefer Sutherland, automaticamente pensei: “Provavelmente esta seja uma história que siga as mesmas linhas”.

O filme conta a história de um serial killer que mata suas vítimas apenas com a finalidade de roubar-lhes a vida: Assume seus nomes, identidades, empregos, paga seus impostos, e por aí afora. A série de crimes intriga a polícia canadense, que persegue alguém que nem sabe ao certo quem é há 20 anos, sem sucesso. Para tentar mudar a situação, chamam uma agente do FBI para que lhes ajude. A agente Illeana, interpretada por Angelina Jolie, então, se vê às voltas com um maluco: Precisa descobrir a motivação de seus crimes, contando com a ajuda de dois agentes canadenses e de uma testemunha ocular de um dos assassinatos.

Embora Se7en ainda seja melhor, este filme não é nada mau. Confesso a vocês que até quase o final do filme, já pensava nas críticas que faria a ele aqui no meu blog, mas então tudo mudou: O filme teve um final totalmente inesperado e surpreendente. Acho que posso lhes recomendar assisti-lo, no final das contas… 🙂

Eu bebo sim!


Bebedeira

Esta foto, batida ontem durante a comemoração do meu aniversário vai para os incrédulos de plantão que sempre me dizem que eu não bebo nada, só água mineral, suco de laranja e guaraná Antarctica. Aí está a prova, e, caso alguém queira dizer que se trata de uma montagem, posso arrumar pelo menos 12 testemunhas que poderão dizer que é algo legítimo.

Brincadeiras à parte, quero aproveitar este post para realizar um agradecimento final a todos os que se lembraram de mim, seja de que forma tenha sido. Desde a última segunda-feira, quando completei 27 anos, até ontem, quando fomos até a Cachaçaria pra botar pra quebrar, recebi inúmeros cumprimentos. De pessoas da minha família, de grandes amigos da faculdade e do trabalho. E também de gente com quem fiz amizade há muito, muito tempo atrás, nos idos do primário, do ginásio e de cursos técnicos, que reencontrei através do Orkut.

Não importa se guardada na memória, alertada através de um reminder do Orkut, ou explicitada através do meu post que “entregou a data” de bandeja, a lembrança de todos vocês e os carinhos dos quais fui alvo nesta última semana, seja das pessoas que conheço pessoalmente ou dos grandes amigos que tenho feito virtualmente, inclusive através deste blog aqui, fizeram deste último 18 de outubro um dos aniversários mais especiais que eu já tive.

E toca pra frente, né? Obrigado a todos vocês, de coração.

Relógios Versáteis

TWC-1150, da TelsonPena que o mais novo lançamento de uma das maiores fabricantes de relógios do mundo, a suíça Swatch, em conjunto com a Microsoft, vá ficar limitado aos Estados Unidos, Canadá e talvez, Europa. Estou falando do Paparazzi, modelo hiper-versátil que pode ser o sonho de qualquer geek que se preze: Além de mostrar as horas como qualquer outro relógio, ele também poderá receber uma série de informações através de redes sem-fio.

Quer ver o seu horóscopo? Receber a previsão do tempo? Saber a programação do teatro para definir o que fazer no final de semana? Ou apenas receber as últimas notícias? O Paparazzi mostra pra você. E embora tudo isso que o relógio faça possa também ser realizado pelos aparelhos de telefone celular, através de tecnologias como o Java ou o WAP, só para citar dois exemplos, há pelo menos um diferencial muito marcante, na minha opinião, que me faria escolher um relógio para tudo isso: A facilidade de transportar. O relógio poderia estar sempre preso ao meu pulso, enquanto que um celular, por menor que fosse, estaria sujeito ao esquecimento em algum lugar, não é mesmo?

Além disso, não é difícil imaginar uma versão extendida da mais nova criação da empresa de Bill Gates em conjunto com a fabricante suíça: um modelo de relógio que tenha, além de todas estas funcionalidades, celulares embutidos, como já acontece com o modelo TWC-1150, da Telson, fabricante coreana de celulares, que pesa apenas 98 gramas, tem uma bateria que aguenta até 150h em modo stand-by e ainda possui câmera embutida. Um show de tecnologia à parte.

É Menino ou Menina?

Sempre comento com uma ou outra pessoa que me pergunta sobre filhos que eu gostaria, se fosse possível escolher, de ter uma menininha. Obviamente, trata-se de um mero capricho falar desta forma, pois qualquer que seja o sexo de meu futuro filho, o importante é que eu vou amá-lo e educá-lo com todo o carinho, independente de ser menino ou menina. No entanto, cada vez mais, surgem por aí pesquisas com grande embasamento científico que, se não permitem que se possa escolher o sexo do seu filho, ao menos ajudam nas previsões.

A mais recente descoberta científica nesse sentido, feita por cientistas americanos, dá a entender que casais que vivam juntos há algum tempo, antes da concepção, têm chances ligeiramente maiores de ter um menino do que aqueles que não estão em uma situação estável.

No total, o estudo constatou que 51,5% dos bebês nascidos de casais que moravam juntos no momento da concepção eram meninos, em comparação a 49,9% entre pais em situação diferente.

Pra mim, a diferença é muito pouca. Chega a ser desprezível, na verdade, mesmo que a reportagem diga que considerados os dados absolutos — foram analisados dados de 86.436 nascimentos registrados pelo Departamento Nacional de Pesquisa Econômica dos Estados Unidos — chega a ser algo considerável. Assim sendo, o ideal mesmo é contar com a sorte, acredito eu. Algum de vocês que já tenha filhos acha que a coisa tem algum fundamento científico de verdade?

Depende só de você

Essa daqui eu recebi da minha amiga Vanessinha (que por sinal ficou brava porquê eu quase não citava a fonte, hehehehe), e resolvi dividir com vocês:

Dois homens estavam conversando. Um estava muito triste por não conseguir atingir seus objetivos e irritava-se com o outro que insistia em lhe dizer que nada era impossível de se conseguir. Num momento, o homem triste resolveu encerrar aquela discussão, dando argumentos completamente irrefutáveis. Disse ele:

— Tudo bem, nada é impossível? Então me diga, por acaso existe a possibilidade de, por exemplo, um homem levantar vôo?

— Claro que existe, para que existem os aviões? — respondeu serenamente o amigo.

O outro riu e disse:

— Tudo bem, mas aí vai precisar da ajuda dos motores. E sem a ajuda dos motores?

A resposta veio imediata:

— Asa delta.

— Mas aí você está precisando de asas e de um lugar alto. E se eu não puder fazer nada disso? — insistiu nervoso o homem triste.

A resposta veio mais rapidamente do que antes:

— Balão de ar quente.

Já vermelho de raiva, o homem bateu na mesa e disse:

— Mas supondo que eu não tenha um balão, nem asa delta, nem avião, nem nada. Sair voando por si próprio é possível, hein?

O outro homem pensou por uns dois segundos e disse:

— Bom, numa zona de gravidade baixa, pode-se praticamente voar. Ou num túnel de vento, ou com uma roupa magnética contra uma plataforma magnética de mesma polaridade.

O homem triste se enfureceu, levantou-se, bateu na mesa e disse:

— Mas e se eu não tiver nada, nada disso?

O outro pensou por um longo tempo e respondeu, com a mão no ombro de seu amigo:

— Pelo que vejo, seu objetivo não é voar. É arranjar todo o tipo de obstáculos e desculpas possíveis para que não se consiga levantar vôo.

Prova de Fidelidade

Estão pra inventar coisa mais ridícula do que os famigerados testes de fidelidade que são exibidos na televisão, em meio àqueles programas de segunda categoria, que por sinal possuem gosto duvidoso. Além de parecer uma apelação enorme, e também nos dar a idéia — ao menos para os telespectadores que se importam em prestar um pouquinho mais de atenção à idéia — de que tudo não passa de uma imensa armação em busca de um ou dois pontinhos extras no Ibope, ninguém em sã consciência exporia sua vida particular em frente à milhões de brasileiros ávidos por algum tipo de informação sensacionalista só para comentarem no trabalho no dia seguinte.

Provas de fidelidade são, guardado este lado sensacionalista e mentiroso, um show à parte. Quero dizer, você provavelmente pode já ter passado por uma ou outra situação em que resolveu, seja por qualquer motivo, demonstrar que é uma pessoa 100% fiel a seu companheiro. Você pode estar sempre junto da pessoa que ama, pode exibir com orgulho uma aliança ou até chegar ao extremo de tatuar o nome do amado em alguma parte do seu corpo, ainda que sejam só símbolos. Mas até hoje eu nunca vi loucura maior para demonstrar fidelidade do que esta que vou lhes contar.

Imaginem que um homem foi preso, em 1987, na Romênia, por assassinato após um roubo. O tal homem foi sentenciado a 23 anos de prisão, sendo que ainda faltam 6 anos para que ele cumpra toda a pena. Durante uma liberdade condicional, 14 anos atrás, ele acusou a esposa de estar tendo um caso enquanto estava preso. A mulher, indignada, resolveu por conta própria como demonstrar não só para ele, mas como para todos que quisessem saber, o quanto ela era fiel: Há 14 anos ela se mantém trancada dentro de casa, sem ver ninguém ou sair para qualquer canto. Enquanto ela se mantém nesta clausura por vontade, sua irmã é responsável por cuidar dela, levando-lhe comida e qualquer outra coisa da qual precise. Ela também tranca a casa todas as noites, com a irmã dentro.

É ou não é loucura?

O Espanta Tubarões

O Espanta TubarõesNada como terminar o dia do meu aniversário indo a um cineminha. Confesso que fui até o cinema mais movido pelo fato de que o Cinemark está fazendo uma promoção todas as segundas-feiras do mês de outubro, vendendo ingressos a R$ 3,00, do que qualquer outra coisa. Tanto que a Alê e eu chegamos na fila sem saber o que assistir. Foi quando me veio à cabeça ver alguma coisa que pudesse nos relaxar. Nada melhor do que passar o seu aniversário com o menor nível de stresss possível, afinal.

Eis que surge O Espanta Tubarões (Shark Tale. IMDB), uma animação que chega às telas dos cinemas, fruto da criatividade da Dreamworks SKG, mesmo estúdio que lançou anteriormente Shrek e sua continuação, Shrek 2. O filme conta a história de Oscar, um peixe que acha sua vida atual, onde tem um emprego num lava-a-jato de baleias, muito sem-graça, e que quer fazer qualquer coisa para subir, se tornar famoso e milionário.

Um belo dia Oscar acaba dando de cara com dois tubarões, um deles o engraçadíssimo Lenny, que está tentando aprender a ser um tubarão de verdade. Um acidente acontece e Oscar acaba levando os créditos por, supostamente, ter dado cabo da vida de um dos tubarões. Como fica famoso de uma hora pra outra, acaba deixando esta mesma fama lhe subir à cabeça, e mal sabe ele que coisas importantíssimas que ele possui atualmente podem ser colocadas em risco.

Meus comentários finais, além de ter chegado à conclusão de que não poderia ter havido escolha melhor de minha parte para um programa light de aniversário: O filme é uma diversão só, e apesar de eu ter assistido à versão dublada (eu prefiro as que têm áudio original, ainda mais sabendo que Oscar é dublado por Will Smith, alguém que eu acho que possui um ótimo talento para o gênero comédia), os tradutores não deixaram cair o nível do filme uma única vez, dado o número de risadas que não paravam de vir da platéia. A trilha sonora, que mistura reggae, hip hop e dance, é um show à parte que garante que este será um ótimo programa pra qualquer um que estiver afim de se divertir.

18 de Outubro

É aniversário deste que vos escreve hoje!!! Qualquer mensagem que vocês quiserem deixar pra mim será, obviamente, muito bem vinda neste dia em que eu estou completando meus 27 anos!!

Subindo na Vida

Em Assédio Sexual, filme de 1994 com Michael Douglas e Demi Moore, Douglas faz o papel de um expert em computadores que está esperando uma promoção. Ao invés de recebê-la, ela vai para uma colega sua com quem ele já teve um romance antes de se casar. Sua colega resolve usar sua posição de chefia para tentar continuar o romance de onde pararam, fato com o qual ele responde, processando sua chefe por assédio sexual.

Normalmente se ouve falar em assédio sexual do homem em relação a mulher, fato que foi um dos decisivos para que o filme que citei se tornasse um sucesso, justamente porquê neste caso é uma mulher quem está tentando algo com um homem. Mas acabo de ler uma nota onde descobri que, pelo menos na Bélgica, o caso de Douglas seria uma mera exceção. Isto porquê, de acordo com uma pesquisa realizada por uma empresa de recursos humanos local, muito mais homens estariam dispostos a dormir com suas chefes do que mulheres, com seus superiores, para conseguirem uma promoção.

A pesquisa, que ouviu 12078 pessoas, descobriu que 12 por cento dos homens dormiriam com sua chefe para conseguirem subir na vida, enquanto que apenas 1 por cento das mulheres faria a mesma coisa. Em termos de fantasia sexual, 22 por cento dos homens já fantasiaram ter relações com suas companheiras de trabalho, comparado a apenas 7 por cento das mulheres.

A Tirania do E-mail

Encontrei um post interessante sobre um artigo igualmente interessante no BoingBoing. O artigo, cujos trechos abaixo resolvi traduzir para vocês, fala sobre como lidar melhor com e-mail no serviço. No meu caso, já que minha atividade principal (ainda) é relacionada a desenvolvimento e programação de computadores, serviu como uma luva para o que vivencio todos os dias:

[ Tradução livre do original ] Tenho pra mim que a atividade de programação não pode ser realizada em intervalos menores do que três horas. Leva-se três horas para ganharmos a velocidade ideal, conseguir concentração, evoluir para o “modo cerebral correto” , e finalmente se concentrar verdadeiramente em um problema.

Ao contrário das conversas cara a cara e das ligações telefônicas, as pessoas podem se comunicar bem através do e-mail sem que ambas estejam prestando atenção nas mensagens ao mesmo tempo. Você é quem escolhe os momentos em que vai prestar atenção ao e-mail. Mas muitas pessoas deixam seus programas de e-mail abertos o tempo todo. Esta é a maior e a pior razão pela qual os e-mails atrapalham sua produtividade. Se você deixa o programa de e-mail aberto, significa que qualquer um — e a qualquer hora — pode interromper o que você estiver fazendo. Essencialmente, as pessoas pegam os momentos em que você está prestando atenção (mesmo que seja apenas um spammer qualquer que esteja te enviando uma corrente pra você ganhar dinheiro fácil). Isso é ruim.

Só a leitura deste trecho que traduzi me fez pensar que eu sou exatamente o cara que mantém o programa de e-mail aberto o tempo inteiro. Talvez eu não receba a quantidade de e-mails alarmante que eu deveria receber — e que justificaria deixar o Lotus Notes aberto — mas acontece que é um vício do qual eu não consigo me livrar. E o pior, é um vício meramente corporativo, já que em casa, a não ser pelo notificador do GMail que eu tenho, acoplado ao meu Firefox, não deixo meu cliente de e-mail aberto.

Se estou em qualquer atividade no meu dia-a-dia, acabo parando por alguns segundos, que seja, só pra dar um refresh na minha caixa de entrada. Quase sempre meus refreshs exibem novas mensagens e, dependendo do conteúdo das mesmas, acabo parando pra ler. É então, um ataque descarado à minha produtividade. Por outro lado, meu perfil profissional — por conta do qual, 100% das vezes, me vejo mais estressado do que deveria, me faz querer atender a tudo e a todos ao mesmo tempo. Errado. Mas eu acabo fazendo assim. Então estou condenado por esse vício.

Como não posso desinstalar meu cliente de e-mail, acho que posso seguir algumas dessas sugestões, que o próprio artigo que eu li dá. Ou pelo menos tentar, não é mesmo? Aí vão elas:

  1. Feche seu programa de e-mail. Escolha você mesmo quando quer ser interrompido.
  2. Nunca critique ninguém por e-mail, e evite os debates técnicos. Para isso use as reuniões, em que você se encontra cara a cara, ou o telefone.
  3. Seja criterioso sobre para quem enviar e-mail, bem como sobre as pessoas que receberão cópias da sua mensagem.
  4. Observar uma certa formalidade sempre é importante..
  5. Não hesitar em revisar e reescrever os e-mails importantes.
  6. Lembrar-se sempre de que os e-mails são registros públicos e permanentes.

Dicas valiosas, essas, não?

Futebol

No Brasil já virou mania termos um ou outro jogo de futebol na quarta-feira. Quando o jogo é da seleção, então, parece que a mobilização para assisti-lo é ainda maior, só porquê estamos falando do time do Brasil. Se o resultado é um empate sem gols, então, a frustração que isso causa nos telespectadores é muito grande. Eu, particularmente, sou um cara vacinado contra essas coisas, e, ao invés de comentar o resultado, prefiro citar duas pérolas da narração implacável feita pelos comentaristas da Rede Globo:

O primeiro a soltar uma pérola foi Paulo Roberto Falcão: “— Não podem deixar o Ronaldinho sozinho, porquê quando ele está sozinho, a única jogada que ele tem é a individual” (Notaram o óbvio? Se ele está sozinho, obviamente só lhe resta o individual, não é mesmo?).

E é claro, mestre Galvão Bueno não podia ficar atrás: Exibindo sua exímia matemática de comentarista esportivo, aos quarenta e todos do segundo tempo ele disse: “— O juiz vai dar 3 minutos de acréscimo! O Brasil vai tentando, então, até os 49 minutos!”.

É como eu sempre digo: Se a apresentação do time não convence ou não agrada, pelo menos ainda temos os comentaristas da televisão para garantir o espetáculo!