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Quer pagar com o telefone?

Pode parecer coisa de filme de ficção científica, mas eu lhe asseguro que não é. Na Coréia do Sul a tecnologia em telefonia celular já chegou tão longe que agora é possível fazer de tudo com os aparelhos vendidos lá. Quando eu digo de tudo é porquê, após ler uma reportagem na Internet me dei conta disso. A utilização de um celular por lá não é como a que damos ao aparelho aqui – um mero dispositivo usado para se conversar com outras pessoas: Para uma população de 48 milhões de habitantes, a Coréia conta com 33,2 milhões de aparelhos celulares, e estes são usados para as mais variadas finalidades, entre elas transferir dinheiro, reservar passagens aéreas ou comprar ingressos de cinema.

Agora, o mais interessante é que os últimos esforços do país para se tornar uma referência em tecnologia telefônica celular envolveram a participação da maioria dos bancos coreanos, das três maiores companhias telefônicas e das grandes operadoras de cartões de crédito do país, o que culminou em permitir que os coreanos paguem de tudo – de verduras a gasolina – pela utilização de um aparelho celular.

Isso significa parar de pensar em cartões de crédito e débito da forma como os conhecemos hoje: Agora eles estão embutidos no celular. Aponte seu telefone para um sensor especial, digite sua senha e pronto, compre um jornal, um refrigerante, ou pague sua pizza. Pra mim, que adoro toda essa parafernália tecnológica, seria o bliss. Digo isso porquê associo logo essa idéia a estar em frente a uma TV e, com a mesma facilidade que uso o controle remoto para trocar de canal, fazer os pagamentos das minhas contas.

O celular coreano pode realizar tanto operações de débito (como é o caso do que acontece no Brasil com o Cheque Eletrônico ou com o Visa Electron) quanto de crédito. Se o usuário perder o aparelho, ou se for assaltado, uma simples ligação bloqueia o celular, como acontece com a perda de um cartão de crédito convencional. Em outras palavras, um invento perfeito, principalmente para os coreanos que adoram tanto seus aparelhos celulares, e que os usam tão freneticamente.

Mas, deixo-lhes a pergunta: Fatalmente, coisas deste tipo irão aportar por aqui, mesmo que ainda leve alguns anos. A questão é justamente à respeito disso: Será que os brasileiros já estão em um nível culturalmente compatível para que seus celulares funcionem desta maneira?